Seguro de vida no campo amplia proteção da renda e planejamento da sucessão rural
Além do seguro rural, proteção do produtor pode ajudar a enfrentar imprevistos pessoais e preservar a continuidade do negócio, especialmente na agricultura familiar.
Publicado em: 15/10/2026 às 13:30hs
A gestão de riscos no agronegócio precisa considerar tanto as perdas na produção quanto os imprevistos que podem afastar o produtor da atividade. Na agricultura familiar, em que o trabalho e a administração frequentemente dependem de poucas pessoas, problemas de saúde ou a morte de um responsável podem comprometer a renda e a continuidade da operação.
Segundo a edição de 2025 do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), esse segmento responde por 23% do valor bruto da produção agropecuária brasileira. Sua participação reforça a importância de um planejamento que contemple a lavoura, o patrimônio e a família.
Para Anna Angotti, gerente de vendas de seguros de vida e viagem da Omint Seguros, a proteção da pessoa responsável pelo negócio merece atenção semelhante à dedicada aos riscos climáticos.
Na avaliação da executiva, quando o produtor precisa interromper suas atividades, os efeitos podem atingir o funcionamento da propriedade e o sustento familiar. Por isso, proteger a produção representa apenas uma parte da estratégia de segurança financeira.
Seguro rural e seguro de vida têm funções complementares
O seguro rural e o seguro de vida atendem a necessidades distintas. Nas modalidades voltadas à lavoura, o seguro rural pode oferecer cobertura para perdas provocadas por eventos como seca, geada, granizo e excesso de chuva, conforme as condições contratadas.
O seguro de vida, por sua vez, concentra a proteção na pessoa segurada. Pode prever indenização aos beneficiários em caso de morte e coberturas para situações como invalidez e doenças graves, desde que incluídas no contrato. Também pode contemplar garantias adicionais, como diária de internação hospitalar e cobertura para fraturas.
Assim, o alcance da proteção depende das coberturas, dos limites e das condições de cada apólice.
“O planejamento do produtor precisa considerar dois eixos: proteger o patrimônio produtivo e as pessoas que fazem esse patrimônio gerar renda. Seguro rural e seguro de vida não competem entre si: eles se complementam dentro de uma estratégia de longo prazo”, afirma Angotti.
Agricultura familiar exige atenção à continuidade da renda
A concentração das tarefas em integrantes da família torna o afastamento de um responsável um risco relevante para a atividade rural. Além do trabalho no campo, esse produtor pode conduzir decisões de compra, comercialização, contratação e gestão financeira.
Nesse contexto, a executiva defende que o planejamento considere os impactos de uma interrupção dessas funções. A proteção contratada pode oferecer suporte financeiro diante de eventos cobertos, ajudando a família a reorganizar a operação.
A proposta é integrar a análise dos riscos produtivos à avaliação das necessidades pessoais e familiares, considerando a participação de cada integrante na geração de renda.
Sucessão rural envolve patrimônio e necessidade de liquidez
A transferência do patrimônio entre gerações também exige planejamento. Terras, máquinas e instalações representam ativos importantes, mas nem sempre podem ser convertidos rapidamente em recursos sem afetar a produção.
Segundo Angotti, despesas relacionadas ao inventário, tributos e eventuais conflitos familiares podem dificultar a continuidade do negócio. Quando faltam recursos disponíveis, a família pode precisar vender parte dos bens para cumprir obrigações.
Na avaliação da executiva, o seguro de vida pode integrar o planejamento sucessório ao proporcionar recursos aos beneficiários em caso de evento coberto. Essa disponibilidade financeira pode ajudar a enfrentar despesas e reduzir a necessidade de desfazer-se de ativos produtivos.
Proteção deve acompanhar a realidade da propriedade
Para a representante da Omint Seguros, preservar o negócio rural exige olhar para quem administra a atividade, para a dependência financeira da família e para a transferência futura do patrimônio.
A combinação entre proteção da produção, organização financeira e planejamento sucessório pode ampliar a capacidade de resposta a imprevistos. Na agricultura familiar, esse cuidado ganha relevância porque a continuidade da propriedade está diretamente ligada às pessoas que trabalham nela.
Fonte: Portal do Agronegócio
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