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Governo amplia Plano Brasil Soberano com R$ 18,5 bilhões para fortalecer agronegócio, indústria e exportações brasileiras

Nova etapa do programa amplia acesso ao crédito para empresas afetadas por tarifas dos Estados Unidos, conflitos internacionais e barreiras comerciais, beneficiando também agricultura, pecuária, cooperativas e setores estratégicos da economia


Publicado em: 23/07/2026 às 11:35hs

Governo amplia Plano Brasil Soberano com R$ 18,5 bilhões para fortalecer agronegócio, indústria e exportações brasileiras

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (23) a ampliação do Plano Brasil Soberano, destinando R$ 18,5 bilhões em novas linhas de financiamento para apoiar empresas brasileiras impactadas pelo aumento das tarifas internacionais, conflitos geopolíticos e pelo avanço do protecionismo no comércio global. A medida busca preservar a competitividade das exportações, estimular investimentos e fortalecer cadeias produtivas estratégicas para a economia nacional.

Do total de recursos, R$ 13,5 bilhões serão aportados pelo Tesouro Nacional, enquanto R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Crédito para capital de giro, inovação e expansão internacional

Os financiamentos poderão ser utilizados em diversas frentes consideradas essenciais para manter a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

Entre as finalidades previstas estão:

  • Capital de giro;
  • Aquisição de máquinas e equipamentos;
  • Investimentos produtivos;
  • Desenvolvimento de inovação tecnológica;
  • Adequação de produtos e processos industriais;
  • Expansão para novos mercados internacionais.

A ampliação do programa será formalizada por meio de uma Medida Provisória (MP), que autoriza a utilização conjunta de recursos do Tesouro Nacional e do BNDES. O banco ficará responsável pela elaboração do plano de aplicação dos recursos, que será submetido à aprovação de um conselho interministerial encarregado de definir as prioridades de financiamento conforme o impacto sofrido por cada segmento econômico.

Agronegócio passa a integrar o programa

Uma das principais mudanças da nova etapa do Plano Brasil Soberano é a ampliação do público beneficiado.

Com a sanção do Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 7, originado da MP nº 1.345, o programa deixa de atender exclusivamente a indústria e passa a contemplar também diversos segmentos do agronegócio.

Agora poderão acessar as linhas de crédito:

  • Exportadores da agricultura;
  • Pecuária;
  • Florestas plantadas;
  • Pesca;
  • Aquicultura;
  • Mineração;
  • Cooperativas;
  • Associações ligadas às cadeias produtivas.

A medida amplia significativamente o alcance da política pública, beneficiando setores responsáveis por parcela expressiva da balança comercial brasileira.

Recursos poderão financiar adequações exigidas pelo mercado internacional

Outra novidade importante é a ampliação das possibilidades de utilização dos recursos destinados à inovação.

Além do desenvolvimento tecnológico, os financiamentos poderão ser empregados na adaptação de produtos e processos para atender exigências cada vez mais rigorosas do comércio internacional.

Entre elas estão:

  • Requisitos sanitários;
  • Normas fitossanitárias;
  • Critérios ambientais;
  • Sistemas de rastreabilidade;
  • Regras de conformidade exigidas pelos mercados compradores.

Essas adequações são consideradas estratégicas para ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos principais destinos das exportações mundiais.

Empresas afetadas por tarifas dos EUA terão prioridade

A nova etapa do Plano Brasil Soberano prioriza empresas que sofreram impactos das tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos, especialmente aquelas impostas com base nas Seções 232 e 301 da legislação norte-americana.

Também serão contempladas empresas afetadas pelos conflitos internacionais, incluindo exportadores que operam com países do Golfo Pérsico.

Entre os setores considerados estratégicos para receber apoio estão:

  • Fertilizantes;
  • Minerais críticos;
  • Produtos químicos;
  • Indústria farmacêutica;
  • Setor têxtil;
  • Indústria automotiva;
  • Equipamentos eletrônicos;
  • Máquinas industriais;
  • Materiais elétricos.
Programa busca preservar empregos e fortalecer exportações

Criado para preservar empresas, empregos, investimentos e a capacidade exportadora do Brasil, o Plano Brasil Soberano teve sua primeira fase lançada em 2025, com R$ 16 bilhões em recursos.

Na segunda etapa, anunciada em 2026, o programa passa a contar com orçamento total de R$ 21 bilhões. Segundo dados do governo, já foram protocolados R$ 19,5 bilhões em pedidos de financiamento, dos quais R$ 10,6 bilhões já receberam aprovação do BNDES.

Com a ampliação do programa, o governo pretende aumentar a resiliência da economia brasileira diante das mudanças no comércio internacional, oferecendo instrumentos para que empresas do agronegócio, da indústria e de outros setores estratégicos ampliem sua competitividade, mantenham investimentos e diversifiquem mercados de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

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