Preço do suíno vivo sobe 4,1% no Brasil e chega a R$ 7,20 por quilo em Minas Gerais
Ajuste da oferta à demanda dos frigoríficos sustenta valorização; carcaça avança 7,1% no atacado e exportações mantêm crescimento no ritmo diário de outubro
Publicado em: 19/10/2026 às 12:00hs
Os preços do suíno vivo e dos principais cortes de carne suína subiram de forma generalizada na semana, segundo levantamento da Safras & Mercado. A média nacional do quilo vivo passou de R$ 5,56 para R$ 5,79, alta de aproximadamente 4,1%, enquanto a referência no mercado independente de Minas Gerais chegou a R$ 7,20 por quilo.
De acordo com o analista Allan Maia, a oferta de animais está mais ajustada às necessidades da indústria, sustentando a valorização observada nas últimas semanas. No atacado, o movimento também foi positivo, com reajustes na carcaça e no pernil.
O comportamento do consumo passa a ser decisivo para a continuidade das altas, especialmente diante da redução habitual do poder de compra das famílias na segunda metade do mês.
Carcaça suína sobe 7,1% no atacado
A média de preços da carcaça no atacado avançou de R$ 9,33 para R$ 9,99 por quilo, valorização de aproximadamente 7,1% na semana.
O pernil passou de R$ 10,51 para R$ 10,86 por quilo, aumento de cerca de 3,3%.
Segundo Maia, a carne suína permanece competitiva em relação às proteínas concorrentes, mesmo após os reajustes recentes. Essa condição sustenta a expectativa de continuidade do consumo e de reposição entre atacadistas e varejistas no curto prazo.
Os preparativos para as festividades de fim de ano também são apontados pelo analista como um fator favorável à movimentação do mercado nas próximas semanas.
Minas Gerais registra referências de até R$ 7,20 por quilo
No interior de Minas Gerais, o suíno vivo passou de R$ 6,50 para R$ 7,00 por quilo. No mercado independente mineiro, a referência avançou de R$ 6,60 para R$ 7,20.
Em São Paulo, a arroba suína subiu de R$ 122 para R$ 126. Já em Goiânia, o preço do quilo vivo passou de R$ 6,00 para R$ 6,30.
No Centro-Oeste, Campo Grande registrou aumento de R$ 5,60 para R$ 5,85 por quilo, enquanto a integração de Mato Grosso do Sul passou de R$ 4,65 para R$ 4,75.
Em Rondonópolis, em Mato Grosso, a cotação avançou de R$ 5,65 para R$ 6,05 por quilo. Na integração estadual, houve alta de R$ 4,65 para R$ 4,75.
Preços também avançam nos três estados do Sul
No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração subiu de R$ 4,80 para R$ 4,90. No interior do estado, passou de R$ 5,75 para R$ 5,90.
Santa Catarina registrou valorização de R$ 4,65 para R$ 4,75 por quilo na integração. No interior catarinense, a referência aumentou de R$ 5,70 para R$ 5,95.
No Paraná, o preço no mercado livre avançou de R$ 5,65 para R$ 5,85 por quilo. Na integração, passou de R$ 5,05 para R$ 5,10.
Consumo na segunda quinzena será acompanhado pelo setor
Apesar do cenário de valorização, o mercado acompanha os possíveis efeitos da menor disponibilidade de renda das famílias sobre as compras de carne.
Na avaliação de Maia, esse movimento pode limitar parte da demanda na ponta final. Por outro lado, a competitividade da proteína suína e a expectativa de compras relacionadas ao fim do ano oferecem suporte às negociações.
O equilíbrio entre oferta de animais, necessidade dos frigoríficos e reposição no varejo deverá orientar a formação dos preços nas próximas semanas.
Exportações de carne suína têm ritmo diário 20,5% maior em outubro
No mercado externo, as exportações brasileiras de carne suína in natura somaram 48,144 mil toneladas nos sete primeiros dias úteis de outubro, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A média diária atingiu 6,878 mil toneladas, crescimento de 20,5% em relação à média de outubro de 2025.
A receita acumulada no período foi de US$ 109,796 milhões, com média diária de US$ 15,685 milhões, alta de 7,8% na comparação anual.
O preço médio de exportação, porém, recuou 10,6%, para US$ 2.280,60 por tonelada. Assim, o crescimento do volume embarcado sustentou o avanço da receita diária, mesmo com a redução do valor médio pago pelo produto brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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