Publicado em: 26/06/2026 às 10:40hs
O mercado brasileiro de suínos segue apresentando comportamentos distintos entre os principais estados produtores. Dados divulgados pelo Cepea/Esalq mostram que Minas Gerais liderou as cotações do suíno vivo em junho, registrando o maior preço entre as regiões monitoradas, enquanto o Paraná apresentou a menor cotação do período.
Além das diferenças regionais, o setor ainda opera abaixo dos níveis observados no início de 2026, mesmo com recuperações pontuais em algumas praças.
Em 24 de junho, o suíno vivo em Minas Gerais foi negociado a R$ 5,92 por quilo, o maior valor entre os estados acompanhados pelo Cepea. O resultado também consolidou o melhor desempenho mensal da região, com valorização acumulada de 5,34% em junho.
Na sequência aparecem:
A diferença entre a maior e a menor cotação chegou a R$ 1,27 por quilo, evidenciando as disparidades regionais do mercado brasileiro.
Entre as variações observadas no dia, o Paraná apresentou o desempenho mais negativo, com retração de 1,48% em relação ao fechamento anterior.
Também registraram quedas:
Em São Paulo, os preços permaneceram estáveis.
O levantamento do Cepea mostra que apenas duas praças apresentaram valorização em junho.
Minas Gerais lidera com alta de 5,34%, seguido de Santa Catarina com avanço de 2,04%.
Entre os estados com queda no período, o Rio Grande do Sul recuou 1,95%, o Paraná apresentou baixa de 1,48% e São Paulo registrou leve retração de 0,19%.
No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça suína especial foi negociada a R$ 8,60 por quilo, mantendo estabilidade em relação ao dia anterior.
Apesar disso, o indicador acumula queda de 0,35% em junho.
Entre 18 e 24 de junho, os preços oscilaram entre R$ 8,54 e R$ 8,61 por quilo, com pico de R$ 8,61 em 22 de junho e mínima de R$ 8,54 em 18 de junho.
Mesmo com algumas recuperações pontuais, os preços do suíno vivo permanecem abaixo dos patamares registrados no início de 2026 em todas as regiões acompanhadas.
Em Minas Gerais, a média mensal caiu de R$ 7,94 por quilo em janeiro para R$ 5,70 em maio. Em São Paulo, recuou de R$ 8,25 para R$ 5,41 por quilo.
No Paraná, os valores passaram de R$ 7,78 para R$ 4,83 por quilo. Em Santa Catarina, houve recuo de R$ 7,76 para R$ 4,97 por quilo. Já no Rio Grande do Sul, a média caiu de R$ 7,83 para R$ 5,16 por quilo no mesmo intervalo.
Os dados do Cepea indicam que janeiro concentrou as maiores médias do ano em todas as praças monitoradas. A partir de fevereiro, o mercado iniciou uma trajetória de queda gradual.
Em março, os preços ainda se mantinham acima de R$ 6,50 por quilo na maior parte dos estados. Em abril, todas as regiões já operavam abaixo de R$ 6,00 por quilo.
Em maio, as médias ficaram entre R$ 4,83 e R$ 5,70 por quilo, e junho mantém o mesmo padrão, com leve recuperação em Minas Gerais e estabilidade relativa nas demais praças.
O comportamento do mercado nas próximas semanas deve continuar sendo influenciado pelo equilíbrio entre oferta de animais, demanda industrial e desempenho das exportações brasileiras de carne suína.
Embora Minas Gerais e Santa Catarina apresentem sinais de recuperação, o setor ainda enfrenta um cenário de preços pressionados e margens apertadas, com o mercado buscando maior sustentação ao longo do segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias