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Suíno

Preço do suíno vivo cai para R$ 5,80 por quilo com frigoríficos cautelosos nas compras

Vendas de carne sem avanço consistente limitam negociações e pressionam o atacado; salários e festas de fim de ano podem estimular o consumo, avalia Safras & Mercado


Publicado em: 06/11/2026 às 14:30hs

Preço do suíno vivo cai para R$ 5,80 por quilo com frigoríficos cautelosos nas compras
Foto: Auster

O preço médio do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,87 para R$ 5,80 por quilo na semana, segundo levantamento de Safras & Mercado. A retração também atingiu cortes negociados no atacado, em um ambiente marcado pela cautela dos frigoríficos e pela ausência de uma recuperação consistente nas vendas de carne.

De acordo com o analista Allan Maia, as indústrias acompanham os estoques e o ritmo de escoamento antes de ampliar as compras de animais. Esse comportamento mantém as negociações lentas e limita a sustentação dos preços.

Carne suína perde valor no atacado

A menor disposição de compra da indústria ocorre em meio a um mercado de carne ainda sem sinais claros de aceleração.

No levantamento semanal de Safras & Mercado, a média dos cortes de carcaça no atacado caiu de R$ 9,86 para R$ 9,70 por quilo. O pernil passou de R$ 10,83 para R$ 10,71 por quilo.

Segundo Maia, o desempenho das vendas exige atenção dos frigoríficos ao equilíbrio entre aquisição de animais, processamento e disponibilidade de produto.

São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais registram quedas

Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 130 para R$ 125. No Paraná, o quilo do animal vivo no mercado livre passou de R$ 5,95 para R$ 5,85, enquanto a integração permaneceu em R$ 5,10.

Em Goiânia, a cotação caiu de R$ 6,80 para R$ 6,60 por quilo. No interior de Minas Gerais, houve redução de R$ 7 para R$ 6,90; no mercado independente mineiro, o valor passou de R$ 7,20 para R$ 7,10 por quilo.

As demais referências acompanhadas apresentaram estabilidade:

  • Rio Grande do Sul: R$ 4,90 por quilo na integração e R$ 5,95 no interior;
  • Santa Catarina: R$ 4,75 na integração e R$ 6 no interior;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 5,90 em Campo Grande e R$ 4,75 na integração;
  • Mato Grosso: R$ 6,10 em Rondonópolis e R$ 4,75 na integração estadual.

Os valores correspondem às diferentes praças e modalidades de comercialização monitoradas pela consultoria.

Salários e festas podem favorecer demanda

Apesar da cautela atual, parte dos agentes espera uma melhora do consumo com a entrada dos salários na economia.

Para Maia, as festividades de fim de ano também podem estimular as compras. Outro fator favorável é a competitividade dos cortes suínos em relação à carne bovina, que pode contribuir para a escolha do consumidor.

Essa possibilidade, entretanto, ainda depende de uma aceleração efetiva das vendas para se traduzir em maior demanda da indústria por animais.

Exportações avançam em volume diário, mas preço médio recua

No mercado externo, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) referentes aos 16 primeiros dias úteis de outubro mostram embarques de 99,087 mil toneladas de carne suína in natura, com receita de US$ 223,183 milhões.

A média diária foi de 6,193 mil toneladas e US$ 13,949 milhões. O preço médio ficou em US$ 2.252,40 por tonelada.

Na comparação com outubro de 2025, a quantidade média diária exportada cresceu 8,5%, mas a receita média por dia caiu 4,2%. O resultado foi influenciado pela redução de 11,7% no preço médio por tonelada.

Os números representam uma parcial de outubro, e não o fechamento do mês. O desempenho evidencia que o aumento do volume embarcado não foi suficiente para compensar a menor remuneração média no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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