Frimesa reforça certificação na suinocultura com auditoria internacional da QIMA
Avaliação independente verifica mais de 110 critérios em granjas integradas no Oeste do Paraná, com foco em biosseguridade, bem-estar animal e rastreabilidade
Publicado em: 15/10/2026 às 08:30hs
A Frimesa submeteu propriedades de sua cadeia produtiva de suínos à auditoria independente da certificadora internacional QIMA. O processo avaliou mais de 110 critérios técnicos e sanitários em Unidades Produtoras de Leitões (UPLs), crechários e unidades de terminação integradas à cooperativa no Oeste do Paraná.
A avaliação fortalece o programa Suíno Certificado Frimesa, criado em 2012 para padronizar a produção. A suinocultura responde por 76% do faturamento da cooperativa, que projeta alcançar receita de R$ 15 bilhões até 2032.
Auditoria avalia cinco pilares da produção de suínos
A análise externa abrangeu cinco eixos do programa: segurança do alimento e biosseguridade, proteção ambiental, saúde e segurança dos trabalhadores, bem-estar animal e rastreabilidade.
Segundo o gerente de Suprimentos Suínos da Frimesa, Marlon Vanderlei Pappen, a verificação independente permite avaliar o nível de organização das propriedades e a aplicação dos controles sanitários ao longo da cadeia.
Na avaliação do executivo, a padronização contribui para reduzir riscos sanitários e perdas, ampliar a estabilidade produtiva e melhorar a previsibilidade do fornecimento de animais à indústria.
Além de verificar o cumprimento dos requisitos, as auditorias identificam necessidades de adequação. A partir dos resultados, são estabelecidos planos de ação com prazos e responsáveis para ajustes na infraestrutura das granjas, no transporte e no fluxo industrial.
Biosseguridade e rastreabilidade orientam manejo nas granjas
Nas propriedades integradas, a implantação dos padrões envolveu investimentos em cercamento periférico, telas antipássaros e arcos de desinfecção. O programa também contempla vazio sanitário e uso de medicamentos mediante prescrição veterinária.
A rastreabilidade digital acompanha as etapas do ciclo produtivo e integra os controles adotados pela cadeia.
Para o presidente-executivo da Frimesa, Elias José Zydek, a consolidação do programa depende da cooperação entre os participantes, da garantia de mercado e do compromisso com a qualidade do produto destinado ao consumidor.
Bem-estar animal abrange matrizes e unidades industriais
Entre as mudanças estimuladas pelo programa está a transição do alojamento individual para a gestação coletiva de matrizes. As propriedades também adotam controle de densidade animal, climatização dos barracões e ferramentas de enriquecimento ambiental voltadas à redução do estresse.
Na etapa industrial, iluminação, ventilação, higiene e temperatura integram os parâmetros monitorados.
A Frimesa também informa a certificação de bem-estar animal nas plantas frigoríficas de Assis Chateaubriand, Medianeira e Marechal Cândido Rondon, no Paraná. As auditorias conduzidas pela QIMA WQS do Brasil verificaram o atendimento aos requisitos aplicáveis às unidades.
Essa certificação está vinculada a uma das metas do Roadmap ESG 2040 da cooperativa, planejamento que reúne compromissos ambientais, sociais e de governança.
Gestão ambiental e segurança dos trabalhadores integram certificação
O programa inclui procedimentos para gestão e destinação de efluentes, preservação de áreas do ecossistema local e segurança dos profissionais envolvidos na produção.
Na rotina das propriedades, os requisitos abrangem a padronização do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e treinamentos obrigatórios para os trabalhadores.
Com a avaliação de terceira parte, a Frimesa passa a contar com verificação independente dos padrões adotados nas propriedades auditadas. O acompanhamento dos resultados e dos planos de adequação busca sustentar a evolução dos controles sanitários, ambientais e de bem-estar animal na cadeia de suínos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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