Preço do suíno vivo sobe 3,7% na semana e carne suína avança no atacado
Ajuste da oferta à demanda dos frigoríficos e maior fluidez nas vendas sustentam altas, mas produtores ainda enfrentam margens fragilizadas
Publicado em: 09/10/2026 às 15:30hs
O preço médio do suíno vivo no Brasil avançou de R$ 5,36 para R$ 5,56 por quilo na semana, alta de aproximadamente 3,7%, segundo levantamento da Safras & Mercado. O movimento também alcançou a carne suína no atacado, em um cenário de ajuste da oferta de animais à demanda dos frigoríficos.
De acordo com o analista Allan Maia, da Safras & Mercado, o mercado mantém viés positivo e pode registrar novos reajustes no curto prazo. A boa movimentação das vendas no atacado contribui para sustentar as cotações, enquanto a expectativa de maior consumo favorece as negociações.
Apesar da recuperação, os suinocultores relatam que as altas ainda não foram suficientes para recompor de maneira significativa as margens da atividade.
Carcaça suína sobe 4,8% no atacado
A referência média da carcaça suína no atacado passou de R$ 8,90 para R$ 9,33 por quilo, aumento de aproximadamente 4,8%. O pernil avançou de R$ 10,28 para R$ 10,51 por quilo, valorização de cerca de 2,2%.
Segundo Maia, a maior disponibilidade de renda das famílias deve estimular o consumo nos próximos dias. A competitividade da carne suína em relação a outras proteínas, principalmente à bovina, também favorece a demanda.
Mesmo após os reajustes recentes, a proteína mantém atratividade para o consumidor. Na produção, a percepção é de melhora gradual das condições de comercialização, embora a recuperação da rentabilidade permaneça limitada.
Suíno vivo registra altas em diferentes estados
Em São Paulo, a arroba suína passou de R$ 114 para R$ 122, avanço de aproximadamente 7%.
No Rio Grande do Sul, o quilo vivo no interior subiu de R$ 5,40 para R$ 5,75. Na integração, a referência permaneceu em R$ 4,80 por quilo.
Em Santa Catarina, a cotação no interior avançou de R$ 5,35 para R$ 5,70 por quilo, enquanto a integração manteve o preço de R$ 4,65.
No Paraná, o mercado livre registrou aumento de R$ 5,40 para R$ 5,65 por quilo. Na integração, o valor seguiu em R$ 5,05.
Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a cotação passou de R$ 5,30 para R$ 5,60 por quilo. A referência da integração no estado permaneceu em R$ 4,65. Em Goiânia, o preço avançou de R$ 5,80 para R$ 6,00 por quilo.
No interior de Minas Gerais, o levantamento apontou alta de R$ 6,20 para R$ 6,50 por quilo. Na referência informada para o mercado independente, o valor passou de R$ 6,40 para R$ 6,60.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, o quilo vivo subiu de R$ 5,45 para R$ 5,65. Na integração estadual, a cotação ficou estável em R$ 4,65.
Exportações de carne suína somam 132,1 mil toneladas em setembro
Segundo os números consolidados pela Safras & Mercado, as exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e industrializados, alcançaram 132,1 mil toneladas em setembro.
No recorte exclusivo da carne suína in natura, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam embarques de 118,742 mil toneladas, com receita de US$ 269,609 milhões.
Considerando os 21 dias úteis do mês, a média diária foi de 5,654 mil toneladas e US$ 12,838 milhões. O preço médio de exportação ficou em US$ 2.270,50 por tonelada.
Na comparação com setembro de 2025, a quantidade média diária exportada recuou 11,4%, enquanto a receita média diária caiu 22,1%. O preço médio por tonelada apresentou redução de 12%.
Os resultados externos contrastam com a valorização registrada no mercado doméstico durante a semana. Internamente, o ajuste da oferta e a demanda pela proteína sustentam os preços, mas a recomposição das margens segue como desafio para os produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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