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Análise de Mercado

Exportações de carne bovina recuam 39,9% no ritmo diário de outubro; aves e suínos avançam

Parcial da Secex mostra queda de 33,1% na receita diária da carne bovina, apesar do preço maior; aves registram crescimento de 46,8% no faturamento por dia útil.


Publicado em: 14/10/2026 às 19:20hs

Exportações de carne bovina recuam 39,9% no ritmo diário de outubro; aves e suínos avançam

As exportações brasileiras de carnes começaram outubro com desempenho desigual entre as principais proteínas. Nos primeiros sete dias úteis, a carne bovina registrou queda de 39,9% no volume médio diário embarcado, enquanto as vendas de aves e suínos cresceram 28,1% e 20,5%, respectivamente.

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), abrangem o acumulado até a segunda semana de outubro de 2026. As variações comparam as médias diárias dessa parcial com as de outubro completo de 2025, que teve 22 dias úteis.

Na carne bovina, a valorização da tonelada exportada amenizou a perda de faturamento, mas foi insuficiente para compensar o menor volume. As aves avançaram em quantidade e preço, enquanto os suínos ampliaram os embarques, mas receberam menos por tonelada.

Carne bovina exporta 61,32 mil toneladas na parcial

O Brasil embarcou 61,32 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 377,94 milhões.

A média diária ficou em 8,76 mil toneladas, ante 14,57 mil toneladas em outubro de 2025. Já o faturamento por dia útil caiu de US$ 80,70 milhões para US$ 53,99 milhões, retração de 33,1%.

O preço médio da tonelada passou de US$ 5.538,60 para US$ 6.163,30, alta de 11,3%. Assim, o produto brasileiro alcançou maior valor unitário, mas o ritmo menor de embarques reduziu a receita.

Para a cadeia pecuária, a parcial sinaliza menor escoamento pelo mercado externo. O reflexo sobre a demanda por animais terminados também depende do câmbio, das vendas domésticas, das compras chinesas e da disponibilidade de boiadas.

Exportações de aves crescem em volume e receita

A categoria de carnes de aves e suas miudezas, que inclui o frango, somou 193,21 mil toneladas exportadas e faturamento de US$ 370,98 milhões.

O volume médio diário chegou a 27,60 mil toneladas, crescimento de 28,1% frente às 21,54 mil toneladas registradas em outubro do ano passado.

O preço médio avançou 14,6%, de US$ 1.675,20 para US$ 1.920 por tonelada. Com a combinação de maior quantidade e valorização, a receita diária subiu 46,8%, passando de US$ 36,09 milhões para US$ 53 milhões.

O faturamento diário das aves ficou próximo ao da carne bovina, embora o volume embarcado tenha sido mais de três vezes superior, refletindo a diferença de preço entre as proteínas.

Carne suína amplia embarques, mas enfrenta preço menor

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 48,14 mil toneladas nos sete primeiros dias úteis de outubro, com receita de US$ 109,80 milhões.

A média diária alcançou 6,88 mil toneladas, alta de 20,5% sobre as 5,71 mil toneladas de outubro de 2025.

Apesar do aumento dos embarques, o preço médio recuou 10,6%, de US$ 2.550,10 para US$ 2.280,60 por tonelada. Essa queda limitou o crescimento da receita diária, que avançou 7,8%, para US$ 15,69 milhões, ante US$ 14,56 milhões um ano antes.

O mercado externo absorveu mais carne suína, mas a remuneração menor por tonelada restringiu o ganho de faturamento. Para a rentabilidade da cadeia, permanecem relevantes o comportamento do câmbio e os custos de produção, especialmente os de alimentação.

Resultados ainda representam uma parcial do mês

Os números mostram três situações distintas: menor volume de carne bovina com preço mais alto, expansão das aves em quantidade e valor e crescimento dos suínos com redução do preço médio.

Como o levantamento reúne apenas sete dias úteis, os resultados ainda podem mudar com o avanço dos embarques. A comparação por médias diárias permite avaliar o ritmo das vendas externas, mas não representa o fechamento de outubro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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