Exportações de milho ficam 16,3% abaixo de 2025 no início de outubro, sem ganhar ritmo
Brasil embarcou 1,73 milhão de toneladas em sete dias úteis; preço médio maior ameniza queda da receita, mas volume diário permanece próximo ao de setembro
Publicado em: 14/10/2026 às 18:40hs
As exportações brasileiras de milho somaram 1,73 milhão de toneladas nos sete primeiros dias úteis de outubro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária foi de aproximadamente 247,3 mil toneladas, 16,3% abaixo das 295,5 mil toneladas registradas em outubro de 2025.
O resultado indica que os embarques ainda não ganharam velocidade em relação a setembro. No mês passado, o país exportou cerca de 248,2 mil toneladas por dia, patamar praticamente igual ao observado neste começo de outubro.
Embora a diferença na comparação anual tenha diminuído, o desempenho mantém a necessidade de aceleração das vendas externas nos próximos meses.
Diferença anual diminui, mas embarques seguem estáveis
Em setembro, a média diária das exportações de milho ficou 27,8% abaixo da registrada no mesmo mês de 2025. Neste início de outubro, a defasagem recuou para 16,3%.
Essa redução, porém, não representa uma recuperação expressiva do fluxo exportador. A comparação entre os dois meses de 2026 mostra estabilidade, com a média diária de outubro ligeiramente inferior à de setembro.
Assim, os primeiros dados do mês ainda não sinalizam uma mudança consistente no ritmo de escoamento do cereal brasileiro para o mercado internacional.
Brasil precisa acelerar exportações até janeiro, avalia Agrinvest
Em entrevista ao Notícias Agrícolas na terça-feira (13), Eduardo Vanin, analista da Agrinvest, destacou o volume necessário nos próximos meses para que o Brasil alcance 38 milhões de toneladas exportadas no ciclo.
Na avaliação do analista, o país precisaria embarcar aproximadamente 6 milhões de toneladas em novembro, outros 6 milhões em dezembro e cerca de 5 milhões em janeiro.
A projeção evidencia a importância do desempenho na reta final do ano e no início de 2027. Até o momento, os números parciais de outubro não mostram a aceleração necessária para alterar de forma clara o cenário observado no mês anterior.
Preço médio sobe 11,6% e limita perda de receita
Apesar do volume menor na comparação anual, o preço médio do milho exportado ajuda a amenizar o impacto sobre o faturamento.
A tonelada foi comercializada por aproximadamente US$ 231,23 neste início de outubro, valor 11,6% superior ao registrado em outubro de 2025.
Com isso, a receita média diária apresentou queda de 6,6% na comparação anual, retração menos intensa que a redução de 16,3% no volume embarcado.
Próximos dados mostrarão capacidade de recuperação
As próximas divulgações da Secex permitirão avaliar se os embarques ganharão velocidade ao longo de outubro.
Para o programa brasileiro de exportações de milho, o ponto central será ampliar o volume diário negociado e embarcado. A valorização da tonelada contribui para sustentar a receita, mas o ritmo físico de escoamento permanece próximo ao de setembro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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