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Suíno

Dia do Suinocultor destaca força da suinocultura brasileira, setor que movimenta R$ 63,1 bilhões e exporta para 94 países

Produção recorde, crescimento das exportações e avanço do consumo interno reforçam o protagonismo dos suinocultores na competitividade da cadeia de proteína animal do Brasil


Publicado em: 24/07/2026 às 13:10hs

Dia do Suinocultor destaca força da suinocultura brasileira, setor que movimenta R$ 63,1 bilhões e exporta para 94 países

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor homenageia os produtores rurais que estão na base de uma das cadeias mais eficientes e competitivas do agronegócio brasileiro. Responsáveis por impulsionar um setor que movimentou R$ 63,1 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2025, os suinocultores desempenham papel estratégico na produção de alimentos, na geração de empregos e na expansão das exportações brasileiras de proteína animal.

No último ano, o Brasil produziu 5,592 milhões de toneladas de carne suína, consolidando-se como o quarto maior produtor mundial. O desempenho reflete os constantes investimentos em genética, nutrição, sanidade, biosseguridade, manejo, bem-estar animal e inovação tecnológica, fatores que elevaram a produtividade das granjas brasileiras e fortaleceram a competitividade do setor.

Exportações de carne suína batem novo patamar

A presença da carne suína brasileira no mercado internacional também registrou resultados expressivos em 2025. O país exportou 1,510 milhão de toneladas para 94 países, mantendo a posição de terceiro maior exportador mundial da proteína.

As vendas externas geraram uma receita cambial de US$ 3,6 bilhões, enquanto 27,01% de toda a produção nacional teve como destino o mercado internacional, evidenciando o elevado nível de confiança dos compradores na qualidade e na segurança sanitária da carne suína produzida no Brasil.

O avanço das exportações reforça a importância da cadeia suinícola para a balança comercial brasileira e amplia a participação do agronegócio nacional no comércio global de proteínas animais.

Mercado interno segue em expansão

Embora as exportações tenham alcançado resultados históricos, o mercado doméstico continua sendo o principal destino da produção brasileira.

Em 2025, o consumo per capita de carne suína atingiu 19,1 quilos por habitante, refletindo o aumento da preferência dos consumidores pela proteína, impulsionado pela maior oferta de cortes, produtos industrializados e opções para o varejo e o segmento de alimentação fora do lar.

O crescimento do consumo confirma a evolução da imagem da carne suína entre os brasileiros, reconhecida cada vez mais pela qualidade, versatilidade e valor nutricional.

Produtores são protagonistas da evolução da cadeia

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), todos os avanços alcançados pela suinocultura nacional começam dentro das propriedades rurais, onde os produtores transformam tecnologia e boas práticas em eficiência produtiva.

"O crescimento da suinocultura brasileira é resultado direto do trabalho desenvolvido diariamente pelos produtores rurais. São eles que colocam em prática os avanços em genética, nutrição, manejo, biosseguridade, sanidade, sustentabilidade e bem-estar animal, garantindo alimentos seguros e de alta qualidade para o mercado brasileiro e internacional", destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Para a entidade, cada novo mercado conquistado e cada tonelada exportada são reflexos da dedicação dos milhares de suinocultores distribuídos pelo país.

Atividade fortalece economias regionais

A suinocultura também exerce papel fundamental no desenvolvimento econômico de centenas de municípios brasileiros.

Presente em sistemas de produção independentes, cooperativos e integrados, a atividade gera empregos, fortalece cooperativas, movimenta empresas de genética, fabricantes de rações, indústrias de medicamentos veterinários, transportadoras e agroindústrias, promovendo renda e investimentos em diversas regiões produtoras.

Além disso, o setor contribui para estimular investimentos em infraestrutura, qualificação profissional e inovação tecnológica, consolidando-se como uma das principais cadeias da proteína animal brasileira.

Competitividade construída com tecnologia e dedicação

De acordo com Ricardo Santin, a liderança conquistada pela suinocultura brasileira é fruto de décadas de investimentos e do compromisso dos produtores com eficiência e sustentabilidade.

"A competitividade da suinocultura brasileira não surgiu por acaso. Ela foi construída pela capacidade de adaptação, pelo investimento constante em tecnologia e, principalmente, pela dedicação dos suinocultores. Celebrar esta data é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões de reais, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para consumidores de dezenas de países", afirma.

Suinocultura brasileira amplia protagonismo no agronegócio

Com produção crescente, exportações em expansão e consumo interno fortalecido, a suinocultura segue consolidando sua posição entre os segmentos mais dinâmicos do agronegócio nacional.

Os resultados alcançados em 2025 demonstram que o trabalho dos suinocultores continua sendo decisivo para ampliar a competitividade do Brasil no mercado global de proteínas, fortalecer a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento econômico das regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

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