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Arroz

Preço do arroz segue em alta no Brasil, mas menor procura das indústrias limita valorização

Oferta restrita e retenção dos produtores sustentam as cotações, enquanto o Indicador Safras alcança R$ 81,56 por saca no Rio Grande do Sul


Publicado em: 11/09/2026 às 18:20hs

Preço do arroz segue em alta no Brasil, mas menor procura das indústrias limita valorização

O mercado brasileiro de arroz manteve os preços firmes nesta semana, embora o ritmo de valorização tenha perdido força. O cenário indica uma possível transição entre o movimento recente de alta e uma fase de acomodação das cotações em patamares elevados.

Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a oferta restrita continua sendo o principal fator de sustentação do arroz. Na outra ponta, a menor necessidade de reposição das indústrias reduziu a pressão compradora e conteve novos reajustes.

Produtores restringem oferta de arroz

Produtores mais capitalizados permanecem afastados das negociações, liberando lotes apenas diante de necessidades financeiras ou de propostas consideradas atrativas.

Esse comportamento mantém a disponibilidade limitada nas regiões produtoras e dificulta uma queda mais expressiva dos preços. Os negócios registrados são pontuais e ainda não representam um aumento consistente da oferta de arroz no mercado.

A estratégia de retenção também demonstra que os vendedores continuam apostando em melhores condições de comercialização ao longo das próximas semanas.

Indústrias reduzem compras após recomposição dos estoques

Enquanto os produtores restringem as vendas, parte das indústrias diminuiu a procura por arroz em casca depois de recompor seus estoques nas semanas anteriores.

Com uma necessidade menor de reposição imediata, as unidades de beneficiamento passaram a atuar com mais cautela. Esse comportamento retirou força do movimento de alta, mas ainda não indica excesso de matéria-prima no mercado.

A comercialização permanece marcada pela diferença entre os valores pedidos pelos produtores e os preços que as indústrias conseguem pagar. Esse impasse limita o volume de negócios e favorece a estabilidade das cotações em níveis elevados.

Indústrias do Centro-Oeste aumentam concorrência por lotes

A presença de compradores do Centro-Oeste adiciona um elemento de pressão ao mercado. A entrada dessas indústrias amplia a concorrência regional e pode intensificar a disputa pelos lotes disponíveis, principalmente nas áreas onde a oferta já está restrita.

Caso a demanda industrial volte a crescer antes de uma ampliação das vendas pelos produtores, os preços do arroz poderão retomar um movimento mais intenso de valorização.

Por outro lado, se a procura permanecer contida e as necessidades financeiras levarem mais produtores a negociar, o mercado poderá entrar em estabilidade ou apresentar uma correção moderada.

Preço do arroz sobe quase 12% em um mês

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul, com rendimento entre 58% e 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira cotado a R$ 81,56 por saca.

Na comparação semanal, o indicador avançou 1,22%. Em relação ao mesmo período do mês anterior, a valorização chegou a 11,95%. Na comparação com 2025, a alta acumulada alcançou 22,46%.

Os números confirmam que o arroz continua valorizado no mercado brasileiro, mesmo com a desaceleração recente dos reajustes.

Mercado acompanha disputa entre oferta e demanda

Nas próximas semanas, a direção dos preços dependerá principalmente do comportamento dos produtores e do ritmo de retorno das indústrias às compras.

A oferta restrita, a retenção dos estoques e a concorrência entre compradores continuam atuando como fatores de alta. Em sentido contrário, a menor necessidade industrial de reposição limita novos avanços.

Diante desse equilíbrio, o mercado de arroz tende a permanecer firme, mas com oscilações condicionadas à disponibilidade de lotes e à intensidade da demanda nas principais regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

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