Capal planeja ampliar suinocultura em 30% e abre programa para novos cooperados no Paraná
Parceria com a Aurora Coop garante compra dos animais, fornecimento de insumos e assistência técnica, enquanto produtores podem diversificar a renda com maior previsibilidade financeira
Publicado em: 10/09/2026 às 15:00hs
A Capal Cooperativa Agroindustrial pretende ampliar em 30% sua atuação na suinocultura e abriu um programa destinado a associados e produtores interessados em ingressar na cadeia da carne suína. A iniciativa busca aproveitar o aumento da capacidade do frigorífico da Aurora Coop localizado em Castro, no Paraná.
A expansão será conduzida por meio de um sistema de integração entre as cooperativas e os suinocultores. O modelo oferece garantia de escoamento, assistência técnica e fornecimento dos principais insumos utilizados na criação, reduzindo a exposição do produtor às oscilações do mercado convencional.
O programa já está disponível para adesão e também contempla agricultores de outras atividades que desejam diversificar a produção e criar uma nova fonte de renda dentro da propriedade rural.
Sistema integrado reduz riscos para o suinocultor
No modelo adotado, a cooperativa fornece leitões, ração, medicamentos, insumos e acompanhamento técnico. O produtor fica responsável pela mão de obra e pelos investimentos necessários na estrutura física da granja.
A remuneração é calculada de acordo com o desempenho zootécnico dos animais. Dessa forma, o cooperado não precisa desembolsar recursos para comprar os leitões ou a alimentação e pode concentrar seus esforços nos índices produtivos da criação.
“A vantagem para o cooperado é não se preocupar se o preço subiu ou baixou. O produtor só precisa focar no seu resultado zootécnico. O pagamento é previsto com base no desempenho e ele não desembolsa caixa para comprar leitão ou ração”, explica Nisley Travaini, coordenador de Assistência Técnica em Suínos da Capal.
Segundo o profissional, a garantia de recebimento dos animais pela cooperativa também aumenta a segurança da atividade. “O escoamento da produção está garantido e quem está no sistema integrado fica seguro”, acrescenta.
Assistência começa no projeto da granja
A equipe técnica da Capal acompanha o produtor desde as primeiras etapas de implantação. O suporte inclui orientações para o desenvolvimento do projeto, auxílio na solicitação de orçamentos e acompanhamento do processo de licenciamento ambiental.
A assistência inicial é especialmente importante para produtores que ainda não atuam na suinocultura e precisam avaliar a viabilidade técnica, ambiental e econômica da atividade.
O programa conta ainda com a articulação de prefeituras dos Campos Gerais e do Norte Pioneiro do Paraná. A proposta é identificar agricultores com potencial para ingressar na cadeia e ampliar a produção de suínos nos municípios dessas regiões.
Mão de obra familiar pode conduzir a produção
A suinocultura integrada também aparece como alternativa para ampliar o aproveitamento da mão de obra disponível nas propriedades. De acordo com Travaini, uma família consegue administrar um galpão com capacidade para 1.100 animais sem a necessidade de contratar funcionários.
“O projeto traz desenvolvimento para as cidades e é muito benéfico quanto ao trabalho na propriedade. A mão de obra familiar consegue conduzir perfeitamente um galpão de 1.100 animais”, afirma.
Além da geração de renda no campo, a instalação de novas unidades produtivas pode movimentar outros segmentos das economias municipais, incluindo construção, transporte, manutenção, prestação de serviços e fornecimento de equipamentos.
Dejetos reduzem custos com fertilizantes nas lavouras
Outro benefício do sistema está no aproveitamento agrícola dos dejetos gerados pelos animais. Após o manejo adequado, os efluentes podem ser utilizados na fertirrigação de lavouras e outras culturas.
A adubação orgânica permite que nutrientes retornem ao sistema produtivo, contribuindo para a fertilidade do solo e reduzindo a necessidade de compra de fertilizantes minerais.
“Os efluentes podem ser utilizados como fertirrigação, uma adubação orgânica que traz reduções significativas no custo de produção de lavouras e outras culturas”, destaca o coordenador da Capal.
A integração entre produção animal e vegetal também melhora o aproveitamento dos recursos da propriedade e pode fortalecer a sustentabilidade econômica e ambiental da atividade.
Capal comercializou mais de 15,5 mil toneladas de suínos
Somente no primeiro semestre, a área de suinocultura da Capal comercializou mais de 15,5 mil toneladas de animais destinados ao abate. No mesmo período, o volume de leitões comercializados chegou a 2,7 mil toneladas.
Atualmente, a cooperativa reúne aproximadamente 50 suinocultores, concentrados principalmente na região de Arapoti e distribuídos por outros municípios paranaenses.
Com o novo programa e a expansão do frigorífico da Aurora Coop, a expectativa é ampliar a base de cooperados, elevar a oferta de animais e fortalecer a suinocultura nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro do Paraná.
Fonte: Portal do Agronegócio
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