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Suíno

Exportações de carne suína crescem 8% em agosto e Brasil supera 1 milhão de toneladas em 2026

Embarques avançam com maior demanda de Japão, China e Vietnã; receita acumulada no ano alcança US$ 2,44 bilhões


Publicado em: 09/09/2026 às 11:00hs

Exportações de carne suína crescem 8% em agosto e Brasil supera 1 milhão de toneladas em 2026

As exportações brasileiras de carne suína mantiveram trajetória de crescimento em agosto e reforçaram a competitividade do produto nacional no mercado internacional. Considerando carnes in natura e processadas, o Brasil embarcou 131,126 mil toneladas no mês, aumento de 8% em relação às 121,469 mil toneladas exportadas em agosto de 2025.

Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e mostram que o país ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas exportadas nos oito primeiros meses de 2026. O resultado foi favorecido especialmente pela ampliação das compras realizadas por Japão, China e Vietnã.

Receita das exportações recua em agosto

Apesar do crescimento no volume embarcado, a receita mensal apresentou retração. As vendas externas de carne suína movimentaram US$ 289,898 milhões em agosto, queda de 1,7% diante dos US$ 294,931 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

O desempenho indica redução do valor médio obtido por tonelada exportada, já que o faturamento caiu mesmo com o avanço dos embarques.

Brasil exporta mais de 1 milhão de toneladas no ano

Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram 1,057 milhão de toneladas. O volume representa crescimento de 8,9% sobre as 970,331 mil toneladas negociadas no mesmo intervalo de 2025.

A receita acumulada alcançou US$ 2,447 bilhões, alta de 4,8% em comparação com os US$ 2,335 bilhões obtidos nos oito primeiros meses do ano passado.

Os resultados confirmam a expansão da presença brasileira no comércio global de proteína animal, embora o avanço da receita permaneça abaixo do crescimento registrado em volume.

Filipinas lideram compras, mas reduzem importações

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em agosto, com a importação de 23,314 mil toneladas. O resultado, entretanto, ficou 30,4% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

O Japão ocupou a segunda colocação entre os maiores compradores e apresentou um dos avanços mais expressivos do período. O país asiático importou 16,472 mil toneladas, crescimento de 92,9% na comparação anual.

A China adquiriu 15,174 mil toneladas, alta de 45,9%, enquanto o Vietnã ampliou as compras em 38,3%, para 8,274 mil toneladas.

O Chile importou 8,035 mil toneladas, redução de 40%. Já Singapura comprou 6,552 mil toneladas, aumento de 25,2% em relação a agosto do ano passado.

Diversificação dos mercados sustenta exportações

O forte crescimento das vendas para Japão, China e Vietnã ajudou a compensar a retração observada em destinos como Filipinas e Chile. Esse movimento amplia a diversificação das exportações brasileiras e reduz a dependência de mercados específicos.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento registrado em agosto e a superação de 1 milhão de toneladas no acumulado de 2026 demonstram a consistência da demanda internacional pela carne suína produzida no Brasil.

Para o dirigente, a expansão dos embarques aos mercados asiáticos também reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio mundial.

Santa Catarina lidera exportações de carne suína

Santa Catarina permaneceu como o maior estado exportador de carne suína do país. Em agosto, as empresas catarinenses embarcaram 64,091 mil toneladas, crescimento de 12,6% diante das 56,914 mil toneladas exportadas no mesmo mês de 2025.

O Rio Grande do Sul ficou na segunda posição, com 30,369 mil toneladas. O resultado representa recuo de 3,3% na comparação com as 31,408 mil toneladas registradas um ano antes.

O Paraná exportou 22,828 mil toneladas, aumento de 24,3%. Mato Grosso alcançou 3,965 mil toneladas, avanço de 25,3%, enquanto Minas Gerais embarcou 3,162 mil toneladas, crescimento de 25,7%.

Carne suína brasileira amplia presença internacional

O desempenho de agosto consolida a carne suína entre os principais produtos da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. A combinação de oferta competitiva, capacidade sanitária, escala produtiva e diversificação dos compradores continua favorecendo a inserção do país no mercado global.

Para os próximos meses, o comportamento da demanda asiática, os preços internacionais e as condições de acesso aos diferentes destinos serão determinantes para a manutenção do ritmo de crescimento das exportações brasileiras de carne suína.

Fonte: Portal do Agronegócio

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