Publicado em: 15/01/2026 às 08:00hs
Com a chegada do verão, fatores ambientais como calor e alta umidade criam condições ideais para a proliferação da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans). O inseto, semelhante à mosca doméstica, se diferencia pelo comportamento agressivo e pelas picadas dolorosas, alimentando-se frequentemente do sangue dos animais.
Segundo Gibrann Frederiko, médico veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura, a combinação de temperaturas elevadas e alta umidade na primavera e verão favorece o desenvolvimento das larvas em materiais orgânicos em decomposição, como esterco e restos de alimentos.
A mosca-dos-estábulos representa um problema relevante para bovinos, equinos e suínos, afetando diretamente o desempenho produtivo e gerando estresse e desconforto. Além disso, pode transmitir patógenos como o Trypanosoma evansi e aumentar os custos com manejo e tratamentos.
Frederiko destaca os principais sinais clínicos e comportamentais da infestação:
Na prática, a infestação provoca:
O especialista alerta que práticas inadequadas contribuem para a multiplicação das moscas, como:
Embora o controle químico seja ainda bastante utilizado, Frederiko enfatiza que o uso isolado de inseticidas enfrenta desafios:
“O manejo preventivo e contínuo é o caminho mais eficaz para evitar prejuízos econômicos e garantir a saúde dos animais”, reforça o especialista.
Para um controle eficiente, recomenda-se um sistema integrado, combinando medidas preventivas, químicas e biológicas:
Entre as soluções mais recentes, destacam-se inseticidas biológicos à base de Bacillus thuringiensis, armadilhas inteligentes e monitoramento com drones, que potencializam a eficácia do manejo integrado e tornam o ambiente mais saudável e produtivo para os animais.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias