São Paulo amplia produção de insumos veterinários e fortalece controle sanitário da pecuária brasileira
Novo laboratório do Instituto Biológico quadruplica capacidade de fabricação de reagentes para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina e poderá atender toda a demanda nacional.
Publicado em: 17/07/2026 às 09:00hs
O Governo de São Paulo inaugurou uma nova estrutura do Instituto Biológico (IB-APTA), na capital paulista, que amplia significativamente a produção pública de insumos utilizados no diagnóstico de doenças que afetam a pecuária brasileira.
Com a modernização do Laboratório de Inovação em Produtos Imunobiológicos, a capacidade inicial de fabricação de materiais para exames de brucelose e tuberculose bovina será quadruplicada, permitindo ao Instituto atender até 100% da demanda nacional e fortalecer os programas oficiais de sanidade animal coordenados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A unidade passa a ser considerada o maior laboratório público de produção de imunobiológicos veterinários da América Latina e mantém o Instituto Biológico como referência nacional na fabricação de reagentes utilizados no controle sanitário dos rebanhos.
Instituto Biológico amplia autonomia brasileira em sanidade animal
O Instituto Biológico é atualmente o único fabricante público brasileiro de tuberculina e antígeno de Brucella, insumos essenciais para os testes oficiais de identificação da brucelose e tuberculose bovina.
Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, a expansão representa um avanço estratégico para a defesa agropecuária brasileira.
“A nova estrutura permitirá atender 100% do mercado brasileiro e ampliar a capacidade de exportação. É a qualidade da pesquisa agropecuária feita em São Paulo chegando, na prática, à ponta”, afirmou.
A modernização aumenta a segurança no fornecimento dos materiais utilizados pelos serviços veterinários oficiais e reduz a dependência de fontes externas para produtos considerados estratégicos.
Produção já abasteceu programas de defesa agropecuária em todo o país
A brucelose e a tuberculose bovina estão entre as principais doenças monitoradas na pecuária devido aos impactos sobre a produtividade, a saúde animal e a comercialização internacional de produtos de origem animal.
Desde 2021, o Instituto Biológico já produziu aproximadamente 30 milhões de kits diagnósticos destinados aos programas de defesa agropecuária de estados brasileiros.
Com a ampliação da estrutura, a instituição passa a contar com quatro vezes mais capacidade produtiva, aumentando a regularidade do fornecimento e reduzindo riscos de desabastecimento.
Além dos insumos já produzidos, a nova unidade permitirá o desenvolvimento de outros imunobiológicos veterinários destinados ao diagnóstico e controle de diferentes doenças e espécies animais.
Sanidade animal fortalece exportações de carne brasileira
O investimento em diagnóstico e controle sanitário tem impacto direto na competitividade do agronegócio brasileiro.
A manutenção de rebanhos livres ou controlados para doenças de importância internacional é uma exigência de diversos mercados compradores e contribui para a abertura e manutenção de acordos comerciais.
Até maio de 2026, o setor de carnes representou 17% das exportações do agronegócio paulista, com US$ 1,8 bilhão em vendas externas. A carne bovina respondeu por 83,5% desse valor, enquanto os embarques do segmento cresceram 20,1% em comparação ao mesmo período de 2025.
No mercado interno, a pecuária bovina também ganhou relevância econômica. Entre 2024 e 2025, a atividade avançou da terceira para a segunda posição no ranking do Valor da Produção Agropecuária paulista, com crescimento de 33% no valor gerado.
Laboratório incorpora tecnologia de biossegurança e rastreabilidade
A nova estrutura do Instituto Biológico recebeu equipamentos avançados de bioprocessamento, considerados únicos na América Latina, além de sistemas modernos de biossegurança, rastreabilidade e controle de qualidade.
O projeto integra diferentes áreas, reunindo pesquisa científica, diagnóstico, inovação e desenvolvimento tecnológico em uma única plataforma.
A modernização também passou por auditoria do Ministério da Agricultura e Pecuária, sem registro de não conformidades, confirmando o atendimento aos padrões nacionais de biossegurança, qualidade e boas práticas de fabricação de imunobiológicos veterinários.
Investimento reforça posição estratégica da pesquisa agropecuária paulista
Com mais de oito décadas de atuação na produção de imunobiológicos veterinários, o Instituto Biológico amplia sua participação no fortalecimento da defesa sanitária brasileira.
A nova capacidade produtiva representa um avanço para a pecuária nacional ao garantir maior disponibilidade de insumos, ampliar a segurança dos diagnósticos e apoiar a expansão sustentável das cadeias de proteína animal.
Em um cenário de maior exigência dos mercados internacionais, a combinação entre ciência, tecnologia e sanidade animal se consolida como um dos pilares para manter a competitividade da carne brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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