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Saúde Animal

Doença de Newcastle: prevenção, vacinação e biosseguridade garantem proteção dos plantéis e fortalecem a avicultura brasileira

Programas vacinais, monitoramento sanitário e medidas rigorosas de biosseguridade são essenciais para manter o Brasil livre da Doença de Newcastle e preservar a competitividade das exportações de carne de frango.


Publicado em: 04/08/2026 às 15:30hs

Doença de Newcastle: prevenção, vacinação e biosseguridade garantem proteção dos plantéis e fortalecem a avicultura brasileira

A manutenção do status sanitário do Brasil como país livre da Doença de Newcastle de alta patogenicidade em aves comerciais depende de uma estratégia permanente baseada em prevenção, vigilância epidemiológica e biosseguridade. Especialistas reforçam que a integração entre programas vacinais, monitoramento sanitário e protocolos rigorosos nas granjas é determinante para proteger os plantéis e garantir a competitividade da avicultura brasileira no mercado internacional.

Após recuperar, em 2024, o reconhecimento internacional de país livre da enfermidade em aves comerciais, o Brasil consolidou a eficiência de seu sistema de defesa agropecuária. Entretanto, preservar esse status exige atenção constante diante dos riscos representados por uma das doenças virais mais importantes da avicultura mundial.

Doença de Newcastle ameaça produtividade e comércio internacional

Causada por um vírus da família Paramyxoviridae, a Doença de Newcastle afeta principalmente os sistemas respiratório, digestivo e nervoso das aves. Os sinais clínicos incluem tosse, espirros, diarreia, torcicolo, paralisias, queda na postura de ovos e, em casos mais severos, elevada mortalidade.

Além dos impactos sobre o bem-estar animal, a enfermidade pode provocar perdas econômicas significativas, reduzindo a produtividade das granjas, elevando custos com controle sanitário e, em situações críticas, exigindo medidas como o abate sanitário para conter a disseminação do vírus.

Exportações de frango reforçam importância da sanidade avícola

A necessidade de manter elevados padrões sanitários ganha ainda mais relevância diante do crescimento das exportações brasileiras.

No primeiro semestre de 2026, o Brasil embarcou 2,936 milhões de toneladas de carne de frango, volume 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho evidencia que a sanidade dos plantéis continua sendo um dos principais fatores para assegurar a confiança dos mercados internacionais e ampliar a presença da proteína brasileira no exterior.

Vacinação, monitoramento e biosseguridade formam a base da prevenção

Segundo a Zoetis, o controle eficiente da Doença de Newcastle está sustentado por três pilares fundamentais:

  • Programas vacinais bem estruturados;
  • Monitoramento sanitário contínuo;
  • Protocolos rigorosos de biosseguridade.

A atuação conjunta dessas estratégias fortalece a imunidade dos plantéis, possibilita respostas rápidas diante de suspeitas clínicas e reduz riscos produtivos e econômicos.

"O maior diferencial no controle da Doença de Newcastle está na prevenção. A vacinação é um dos pilares desse processo, mas precisa estar integrada ao monitoramento sanitário, ao diagnóstico precoce e a protocolos consistentes de biosseguridade. É essa combinação que fortalece a proteção dos plantéis e contribui para a sustentabilidade da produção avícola", destaca Antônio Neto, Assistente Técnico de Avicultura da Zoetis Brasil.

Diagnóstico precoce reduz riscos de disseminação

Outro fator decisivo é o monitoramento sanitário permanente.

A vigilância epidemiológica, aliada ao diagnóstico laboratorial, permite identificar rapidamente alterações no status sanitário das aves, possibilitando a adoção imediata de medidas de contenção e reduzindo significativamente o risco de disseminação da doença entre os plantéis.

Essa atuação preventiva também minimiza impactos econômicos para produtores e contribui para preservar a estabilidade da cadeia produtiva.

Biosseguridade fortalece a defesa das granjas

As práticas de biosseguridade representam uma barreira essencial contra a entrada de agentes infecciosos nas propriedades rurais.

Entre as principais medidas recomendadas estão:

  • Controle rigoroso da entrada de pessoas e veículos;
  • Higienização frequente de instalações e equipamentos;
  • Manejo adequado das aves;
  • Capacitação contínua das equipes responsáveis pelo manejo sanitário.

Essas ações complementam os programas de vacinação e elevam a eficiência das estratégias de prevenção adotadas pelas granjas.

Integração entre produtores e indústria fortalece a sanidade animal

Para a Zoetis, o enfrentamento dos desafios sanitários da avicultura moderna depende da atuação coordenada entre produtores, médicos-veterinários, indústria e órgãos de defesa agropecuária.

"Os desafios da avicultura moderna exigem uma atuação cada vez mais integrada entre produtores, médicos-veterinários e indústria. O compartilhamento de conhecimento e a atualização constante das estratégias sanitárias são fundamentais para fortalecer a saúde dos plantéis e a sustentabilidade da produção", afirma Antônio Neto.

Inovação e conhecimento impulsionam a prevenção

Com foco no fortalecimento da saúde animal, a Zoetis desenvolve soluções voltadas à prevenção de enfermidades e ao aprimoramento da produção avícola.

A empresa atua em parceria com produtores e profissionais do setor, promovendo inovação, assistência técnica e atualização constante das estratégias sanitárias para contribuir com o controle da Doença de Newcastle e garantir uma avicultura cada vez mais eficiente, sustentável e competitiva.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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