Demanda aquece mercado de frango e produção de ovos bate recorde no Brasil
Indústrias ampliam compras de frango vivo em São Paulo, enquanto produção nacional de ovos alcança 2,04 bilhões de dúzias no primeiro semestre de 2026
Publicado em: 18/09/2026 às 11:15hs
O mercado brasileiro de aves registrou movimentos positivos em duas de suas principais cadeias produtivas. Em São Paulo, o aumento da demanda pela carne estimulou as compras de frango vivo e impulsionou as cotações. No segmento de ovos, a produção nacional atingiu volume recorde no primeiro semestre de 2026.
As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base em levantamentos de mercado e nos dados da produção pecuária divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Demanda pela carne impulsiona preço do frango vivo
Os preços do frango vivo comercializado no estado de São Paulo apresentaram forte reação em setembro. Segundo o Cepea, o movimento está relacionado ao aumento das aquisições de lotes extras pelas indústrias.
A maior procura por animais ocorreu diante do crescimento da demanda pela carne de frango no mercado consumidor. Com vendas mais aquecidas, os frigoríficos ampliaram as compras para ajustar o abastecimento e atender aos pedidos.
Agentes consultados pelo Cepea avaliaram que a primeira quinzena de setembro esteve entre as mais positivas dos últimos meses em volume comercializado e evolução das cotações.
A melhora no escoamento da carne reduziu a pressão sobre a cadeia e criou condições para a valorização do frango vivo nas negociações paulistas.
Indústrias ampliam compras de lotes extras
O aumento das compras industriais mostra uma mudança em relação aos períodos de menor movimentação no mercado.
Quando as vendas da carne crescem na ponta final, frigoríficos e processadores precisam reforçar a aquisição de animais para manter o ritmo dos abates. Essa procura adicional tende a fortalecer a posição dos produtores nas negociações.
A continuidade da valorização, entretanto, dependerá da manutenção da demanda e do equilíbrio entre disponibilidade de aves, ritmo dos abates e capacidade de absorção do consumidor.
Produção de ovos chega a 2,04 bilhões de dúzias
No mercado de ovos, a produção brasileira voltou a crescer no segundo trimestre. Com esse avanço, o volume acumulado entre janeiro e junho alcançou 2,04 bilhões de dúzias.
O resultado é o maior já registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.
O recorde reforça a trajetória de expansão da produção nacional observada nos últimos anos. O desempenho também mostra a capacidade do setor de ampliar a oferta destinada ao consumo interno.
Preço dos ovos sobe mesmo com maior disponibilidade
Apesar do aumento da produção e da maior disponibilidade do produto, os preços dos ovos apresentaram leve avanço entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, conforme análise dos pesquisadores do Cepea.
O comportamento indica que a ampliação da oferta não foi suficiente para provocar uma redução das cotações no período. A sustentação dos preços pode estar relacionada à capacidade do mercado de absorver o volume adicional produzido.
O desempenho de preços e produção será importante para avaliar a rentabilidade dos avicultores, sobretudo diante dos custos de alimentação, energia, sanidade e manejo das granjas.
Avicultura encerra período com sinais positivos
Os dois segmentos chegam à segunda metade de setembro com indicadores favoráveis, embora movidos por fatores diferentes.
No mercado de frango, o principal estímulo vem do aumento da procura pela carne, que levou a indústria a comprar mais animais e favoreceu a recuperação dos preços do frango vivo.
Na produção de ovos, o destaque é o recorde de 2,04 bilhões de dúzias no primeiro semestre, acompanhado por leve valorização entre o primeiro e o segundo trimestre.
A evolução da demanda será determinante para a continuidade desse cenário. A manutenção do consumo poderá sustentar as cotações do frango vivo e ajudar o mercado de ovos a absorver a produção crescente sem pressão intensa sobre os preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
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