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Saúde Animal

Diagnóstico molecular avança após gripe aviária e fortalece a sanidade animal no agronegócio brasileiro

Tecnologias como a PCR em tempo real ampliam a detecção precoce de doenças, reforçam a biossegurança nas propriedades rurais e ajudam a proteger a produção pecuária e avícola.


Publicado em: 10/08/2026 às 14:00hs

Diagnóstico molecular avança após gripe aviária e fortalece a sanidade animal no agronegócio brasileiro

 

Diagnóstico molecular se torna aliado estratégico da sanidade animal

A evolução da vigilância sanitária no agronegócio brasileiro tem impulsionado o uso do diagnóstico molecular como ferramenta essencial para prevenir doenças e reduzir riscos à produção animal. Após os episódios de influenza aviária, a adoção de tecnologias capazes de identificar agentes infecciosos antes mesmo do surgimento dos sintomas ganhou ainda mais relevância na medicina veterinária.

Com exames de alta precisão, como a PCR em tempo real, produtores, cooperativas e autoridades sanitárias conseguem detectar vírus e bactérias de forma rápida, permitindo respostas imediatas para conter surtos, minimizar perdas econômicas e preservar a saúde dos rebanhos.

O avanço dessas ferramentas acompanha um cenário global de maior rigor sanitário e de crescente exigência dos mercados consumidores em relação à segurança dos alimentos de origem animal.

Gripe aviária reforçou importância da vigilância laboratorial

A disseminação da influenza aviária de alta patogenicidade evidenciou a necessidade de fortalecer os sistemas de monitoramento da sanidade animal em todo o mundo.

Organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) continuam apontando a doença como uma das principais ameaças à produção pecuária global, reforçando a importância da vigilância laboratorial permanente e do diagnóstico molecular para identificar rapidamente novos focos e evitar sua propagação.

Nesse contexto, a prevenção passou a ser considerada um dos pilares da sustentabilidade da produção animal.

Vigilância molecular permite agir antes dos sintomas

Segundo Tatiani Janegitz, gerente de Desenvolvimento de Mercado – Agronegócio da Loccus, a intensificação dos sistemas produtivos, a circulação global de patógenos e a busca pela redução do uso de antibióticos elevaram o papel da vigilância sanitária dentro das propriedades rurais.

A especialista destaca que o diagnóstico molecular possibilita identificar o agente causador da doença ainda nas fases iniciais da infecção, permitindo decisões rápidas e mais eficientes.

Com isso, é possível reduzir perdas produtivas, diminuir riscos sanitários e fortalecer toda a cadeia do agronegócio, especialmente nos segmentos de aves, suínos e bovinos.

Tecnologia amplia controle de vírus, bactérias e novas variantes

Além da identificação precoce de doenças, a biologia molecular permite caracterizar geneticamente vírus e bactérias, acompanhar mutações, identificar variantes e compreender as rotas de disseminação dos agentes infecciosos.

Essas informações são fundamentais para orientar estratégias de biossegurança, aperfeiçoar programas sanitários e garantir maior eficiência no controle epidemiológico.

A utilização dessas tecnologias também fortalece a credibilidade da produção brasileira diante dos mercados internacionais, que exigem elevados padrões sanitários para importação de proteínas animais.

Exames moleculares ganham espaço na medicina veterinária

O uso do diagnóstico molecular já ultrapassa a vigilância da influenza aviária e vem sendo incorporado à rotina da medicina veterinária para diversas enfermidades de elevado impacto econômico.

Entre as principais doenças monitoradas por exames moleculares estão:

  • Brucelose;
  • Tuberculose bovina;
  • Leptospirose;
  • Mastite;
  • Diarreia neonatal;
  • Outras enfermidades que comprometem a produtividade dos rebanhos.

A rapidez na obtenção dos resultados e a elevada precisão dos testes permitem decisões clínicas mais assertivas e contribuem para melhorar o controle sanitário nas propriedades.

Biossegurança se consolida como investimento estratégico

Especialistas avaliam que a experiência recente com doenças como influenza aviária, peste suína africana e febre aftosa demonstrou que investir em prevenção custa significativamente menos do que enfrentar os prejuízos provocados por surtos sanitários.

A tendência é que a demanda por exames moleculares continue crescendo nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de ampliar a biossegurança e atender às exigências dos mercados consumidores.

Segundo Tatiani Janegitz, esperar o aparecimento dos primeiros sintomas significa agir tardiamente diante de doenças de rápida disseminação. Para ela, o diagnóstico molecular deixou de ser apenas uma ferramenta laboratorial e passou a representar um investimento permanente na proteção da produção animal.

Além de preservar a saúde dos rebanhos, essa estratégia fortalece a competitividade da agropecuária brasileira, reduz riscos econômicos e contribui para manter a confiança internacional na qualidade e na segurança dos produtos de origem animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

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