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Saúde Animal

Doença respiratória bovina avança no inverno e exige manejo preventivo para evitar perdas no rebanho

Frio, umidade e estresse aumentam o risco de doenças respiratórias em bovinos de corte e leite; especialista orienta produtores sobre prevenção, manejo e nutrição para proteger a produtividade


Publicado em: 07/08/2026 às 07:00hs

Doença respiratória bovina avança no inverno e exige manejo preventivo para evitar perdas no rebanho

A chegada do inverno acende um importante alerta para a pecuária brasileira. As baixas temperaturas, associadas à umidade, aos ventos e às mudanças no manejo, favorecem o aumento dos casos de doenças respiratórias em bovinos, comprometendo o desempenho produtivo, a saúde animal e a rentabilidade das propriedades.

Especialistas alertam que, durante os meses mais frios, o rebanho fica mais suscetível a infecções causadas por vírus e bactérias, exigindo atenção redobrada dos produtores com medidas preventivas, manejo adequado e monitoramento constante dos animais.

Frio favorece doenças respiratórias em bovinos

De acordo com o médico-veterinário Leonardo Peres, gerente regional da Chemitec Agro-Veterinária, o inverno representa um período de maior estresse metabólico para os bovinos, reduzindo a imunidade natural dos animais e criando condições favoráveis para a disseminação de agentes infecciosos.

Entre os problemas mais frequentes estão rinite, bronquite, pneumonia e a Doença Respiratória Bovina (DRB), considerada uma das principais enfermidades que afetam rebanhos de corte e leite em sistemas intensivos e semi-intensivos.

Segundo o especialista, além de comprometer o bem-estar animal, essas doenças reduzem o ganho de peso, afetam a produção de leite e aumentam os custos com medicamentos e tratamentos.

O que é a Doença Respiratória Bovina (DRB)

A Doença Respiratória Bovina (DRB) é uma síndrome multifatorial, resultado da combinação de diferentes agentes infecciosos, fatores ambientais e condições de manejo.

Entre os principais sinais clínicos estão:

  • Febre;
  • Tosse persistente;
  • Secreção nasal;
  • Respiração acelerada ou dificultosa;
  • Falta de apetite;
  • Redução do desempenho produtivo.

A enfermidade ocorre com maior frequência em bezerros e animais jovens, principalmente durante fases de maior estresse, como desmame, transporte, formação de lotes e entrada em confinamentos.

O diagnóstico precoce é considerado decisivo para aumentar a eficiência do tratamento e reduzir perdas econômicas na propriedade.

Manejo preventivo é a principal estratégia

A prevenção continua sendo a ferramenta mais eficiente para reduzir a incidência das doenças respiratórias durante o inverno.

Entre as principais recomendações estão a vacinação preventiva, a higienização frequente das instalações, o controle da umidade e a manutenção de ambientes protegidos do frio intenso.

No entanto, especialistas ressaltam que proteção contra o frio não significa confinamento em locais fechados. As instalações precisam oferecer boa ventilação, evitando o acúmulo de umidade, gases e microrganismos que favorecem a disseminação das infecções respiratórias.

Ambientes limpos, secos e com adequada circulação de ar contribuem para reduzir significativamente os riscos sanitários do rebanho.

Nutrição reforça a imunidade dos animais

Outro ponto fundamental durante o inverno é a alimentação.

Com a queda das temperaturas, aumenta a demanda energética dos bovinos para manutenção da temperatura corporal. Em diversas regiões do país, a redução da qualidade e da disponibilidade das pastagens também compromete o aporte nutricional.

Por isso, torna-se essencial reforçar a suplementação alimentar, garantindo níveis adequados de energia, proteína, minerais e vitaminas capazes de fortalecer o sistema imunológico dos animais.

A hidratação também merece atenção especial. Mesmo em dias frios, os bovinos precisam ter acesso permanente à água limpa, fresca e em quantidade suficiente, fator indispensável para manter o metabolismo e reduzir o estresse fisiológico.

Monitoramento reduz perdas na pecuária

Além das medidas preventivas, o acompanhamento diário do comportamento do rebanho permite identificar rapidamente animais com sinais respiratórios, possibilitando tratamento precoce e reduzindo a disseminação da doença entre os lotes.

Com planejamento sanitário, vacinação, manejo adequado, nutrição balanceada e monitoramento constante, os pecuaristas conseguem minimizar os impactos das doenças respiratórias típicas do inverno, preservar a produtividade e garantir melhores índices zootécnicos tanto na pecuária de corte quanto na produção de leite.

Fonte: Portal do Agronegócio

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