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Nutrição

Seca exige planejamento nutricional para manter ganho de peso e rentabilidade na pecuária

Queda na oferta e qualidade das pastagens durante o período seco pode comprometer desempenho, reprodução e custos; estratégia nutricional antecipada ajuda a reduzir perdas e melhorar eficiência do rebanho


Publicado em: 18/08/2026 às 15:30hs

Seca exige planejamento nutricional para manter ganho de peso e rentabilidade na pecuária

O período seco representa um dos principais desafios para a pecuária brasileira baseada em pastagens. Com a redução da oferta de forragem e a queda nos níveis de proteína, energia e digestibilidade do pasto, os bovinos podem perder desempenho justamente em uma fase decisiva para os resultados econômicos da propriedade.

Nesse cenário, o planejamento nutricional na seca ganha importância para preservar o ganho de peso, manter a condição corporal dos animais, proteger os índices reprodutivos e controlar os custos da produção.

Segundo Mariana Lisboa, gerente nacional de Nutrição da Supremax, o produtor precisa se antecipar à deterioração da pastagem.

“Durante o período seco, o produtor precisa se antecipar à perda de qualidade da pastagem.”

Quando a oferta de nutrientes fica abaixo das necessidades dos animais, o ganho de peso pode ser reduzido ou interrompido. Em situações mais severas, também pode ocorrer perda de escore corporal e maior vulnerabilidade a problemas sanitários.

Nas matrizes, os impactos podem ser ainda mais amplos, afetando reprodução, produção de leite e recuperação da condição corporal após o parto.

Suplementação não deve começar apenas quando o pasto acaba

Um dos principais erros durante a seca é esperar que a pastagem esteja em condições muito ruins para iniciar a suplementação.

O planejamento deve começar antes da queda mais acentuada na qualidade e disponibilidade da forragem.

Entre os fatores que precisam ser avaliados estão:

  • quantidade de pasto disponível;
  • qualidade nutricional da forragem;
  • capacidade de suporte da área;
  • lotação por hectare;
  • categoria dos animais;
  • metas de ganho de peso;
  • disponibilidade de água;
  • estrutura de cochos;
  • necessidade de compra e armazenamento de insumos;
  • custo da suplementação.

A antecipação permite ao pecuarista dimensionar a quantidade de alimento disponível e identificar quais categorias do rebanho exigirão maior atenção.

Com essas informações, é possível ajustar a lotação, organizar reservas, planejar a compra de suplementos e evitar decisões emergenciais durante os meses mais críticos.

Cada categoria de bovino tem uma necessidade nutricional

A estratégia alimentar não deve ser igual para todo o rebanho.

Bezerros e animais em crescimento, por exemplo, precisam de nutrientes suficientes para manter o desenvolvimento, enquanto vacas gestantes ou em lactação apresentam exigências maiores de energia, proteína e minerais.

As fêmeas próximas à estação de monta também merecem atenção especial. O escore de condição corporal está diretamente relacionado ao desempenho reprodutivo e pode influenciar a ciclicidade e a taxa de prenhez.

Já os animais em terminação podem demandar uma estratégia com maior aporte energético para preservar o ganho de peso e favorecer o acabamento da carcaça.

A divisão do rebanho por categoria, portanto, é uma das bases para utilizar os recursos nutricionais de maneira mais eficiente.

Suplementação deve complementar o pasto

A suplementação durante a seca tem como principal função corrigir ou complementar os nutrientes que estão limitantes na pastagem.

A escolha do produto e do nível de fornecimento deve considerar as condições específicas de cada propriedade.

Entre os principais fatores estão a quantidade e a qualidade do pasto, a categoria dos animais, o objetivo produtivo, a meta de ganho de peso, a disponibilidade de água e a estrutura disponível para fornecimento.

Segundo Mariana Lisboa, não existe uma estratégia única que possa ser aplicada indistintamente a todos os sistemas.

“O suplemento não substitui o manejo da pastagem. Ele deve fazer parte de uma estratégia integrada, definida a partir da realidade de cada propriedade e das necessidades dos animais.”

Isso significa que o manejo da pastagem continua sendo fundamental mesmo quando há utilização de suplementos.

Indicadores ajudam a medir eficiência da estratégia

O acompanhamento dos resultados permite verificar se o investimento em nutrição está efetivamente contribuindo para o desempenho do rebanho.

Entre os principais indicadores que podem ser monitorados estão:

  • peso dos animais;
  • ganho médio diário;
  • escore de condição corporal;
  • consumo de suplemento;
  • disponibilidade de forragem;
  • altura da pastagem;
  • lotação por hectare;
  • custo por animal;
  • custo por arroba produzida.

A análise conjunta desses dados permite identificar desvios e realizar ajustes ao longo do período seco.

Quanto custa não suplementar?

A avaliação econômica da suplementação não deve considerar apenas o preço do produto.

O produtor também precisa calcular o impacto de uma eventual perda de desempenho caso os animais não recebam os nutrientes necessários.

“A pergunta não deve ser apenas ‘quanto custa suplementar?’, mas ‘quanto custa não suplementar?’”, destaca Mariana.

Se a suplementação permitir preservar o ganho de peso durante a seca, o produtor pode evitar a necessidade de recuperar posteriormente os quilos perdidos.

No caso das matrizes, a preservação da condição corporal pode contribuir para melhores resultados reprodutivos, reduzindo o risco de aumento do intervalo entre partos.

Dessa forma, a decisão deve considerar o retorno econômico da estratégia nutricional, e não somente o custo do suplemento por animal.

Planejamento começa antes do período crítico

Para atravessar a seca com maior previsibilidade, o planejamento deve começar antes da deterioração significativa da pastagem.

Uma estratégia eficiente envolve estimar a disponibilidade de forragem, projetar a necessidade nutricional dos diferentes lotes e definir previamente os níveis de suplementação.

Também é importante considerar a capacidade financeira da propriedade para aquisição de insumos e os objetivos de produção de cada categoria.

Quanto mais cedo essas decisões forem tomadas, maior tende a ser a capacidade de ajustar o sistema sem recorrer a medidas emergenciais.

Nutrição é ferramenta de gestão da pecuária noO período seco mostra que nutrição, manejo de pastagens e gestão econômica precisam caminhar juntos.

A suplementação pode ajudar a preservar o desempenho dos animais, mas sua eficiência depende de uma estratégia ajustada às condições da fazenda.

Para Mariana Lisboa, o diagnóstico da propriedade deve ser o ponto de partida para definir a estratégia nutricional.

“A estratégia nutricional precisa partir de um diagnóstico da propriedade e estar alinhada ao objetivo produtivo.”

A Supremax possui soluções nutricionais para diferentes fases e categorias da produção de bovinos de corte e leite, incluindo rações, núcleos e suplementos.

Entre as opções destinadas ao período seco estão produtos como Supremax Proteinado 30, Proteinado 45 e Max Power.

Pecuária de precisão começa pelo planejamento

Em um cenário de custos elevados e necessidade crescente de eficiência, o planejamento nutricional durante a seca deixa de ser apenas uma ferramenta para evitar perdas e passa a fazer parte da gestão estratégica da propriedade.

Preservar peso, condição corporal e desempenho reprodutivo pode representar uma diferença importante no resultado econômico ao final do ciclo.

Por isso, a recomendação é que o pecuarista avalie antecipadamente pasto, rebanho, objetivos produtivos, suplementação e custos, construindo uma estratégia capaz de atravessar o período seco sem comprometer a rentabilidade.

Checklist para o planejamento nutricional na seca
  • Avaliar quantidade e qualidade da pastagem;
  • Revisar a lotação por hectare;
  • Separar o rebanho por categoria e exigência nutricional;
  • Definir metas de ganho de peso;
  • Avaliar a condição corporal das matrizes;
  • Planejar a compra de suplementos com antecedência;
  • Garantir disponibilidade adequada de água;
  • Verificar estrutura de cochos;
  • Monitorar peso e ganho médio diário;
  • Acompanhar consumo e custo da suplementação;
  • Comparar o custo do suplemento com o retorno produtivo;
  • Ajustar a estratégia conforme a evolução da pastagem.

Fonte: Portal do Agronegócio

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