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Bovinos de Corte

Estados Unidos recolhem 13,4 toneladas de carne bovina importada da Argentina

Produtos foram retirados do mercado por não passarem pela reinspeção obrigatória na entrada dos EUA; autoridades não registraram doenças relacionadas ao consumo dos cortes


Publicado em: 18/08/2026 às 10:45hs

Estados Unidos recolhem 13,4 toneladas de carne bovina importada da Argentina

Os Estados Unidos determinaram o recolhimento de aproximadamente 13,4 toneladas de carne bovina crua importada da Argentina. A medida foi adotada após a identificação de que os produtos não passaram pela reinspeção obrigatória para mercadorias estrangeiras destinadas ao mercado norte-americano.

De acordo com o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos (FSIS), não existem, até o momento, relatos confirmados de doenças ou reações adversas relacionadas ao consumo dos cortes envolvidos.

Empresa retirou 29,6 mil libras de carne do mercado

A Corte Argentino USA LLC, empresa sediada na Flórida, recolheu 29.628 libras de carne bovina, volume equivalente a cerca de 13,4 toneladas.

Os produtos foram fabricados entre os dias 15 e 20 de maio de 2026. As embalagens apresentavam datas de consumo preferencial ou congelamento entre 15 e 20 de setembro.

O recolhimento envolve diferentes cortes do traseiro bovino. O FSIS orienta que consumidores e estabelecimentos verifiquem estoques, uma vez que parte da mercadoria pode ter sido armazenada em refrigeradores ou congeladores.

Irregularidade foi encontrada durante fiscalização de rotina

A ausência da reinspeção foi identificada pelo FSIS durante atividades regulares de fiscalização. Esse procedimento é obrigatório para produtos de origem animal importados pelos Estados Unidos, mesmo quando a mercadoria já foi inspecionada e autorizada no país de origem.

Segundo informações publicadas pelo jornal argentino LA NACION, a falha teria ocorrido no depósito final responsável pelo recebimento da carga. O problema, portanto, não estaria relacionado ao frigorífico exportador nem ao importador original.

As empresas envolvidas teriam entrado em contato para esclarecer o episódio. A ocorrência também não teria provocado prejuízos operacionais à Gorina, uma das principais exportadoras argentinas de carne bovina.

Recolhimento não está relacionado à contaminação

O comunicado das autoridades norte-americanas não aponta contaminação, presença de agentes patogênicos ou problemas sanitários nos produtos recolhidos.

A retirada ocorreu exclusivamente porque a carne não passou pela reinspeção exigida na entrada dos Estados Unidos. Esse controle verifica documentação, integridade das embalagens, condições da carga, identificação dos produtos e cumprimento das normas sanitárias norte-americanas.

Apesar da ausência de registros de doenças, o FSIS classificou o recolhimento como uma medida preventiva para impedir que mercadorias sem a verificação obrigatória continuassem disponíveis ao consumidor.

Estados Unidos ampliam compras de carne argentina

O episódio acontece em um período de crescimento das exportações argentinas de carne bovina para os Estados Unidos. O mercado norte-americano ocupa atualmente a segunda posição entre os principais destinos do produto argentino.

A Argentina conta com uma cota de 100 mil toneladas sujeita à tarifa reduzida de US$ 44 por tonelada. O volume foi ampliado em relação ao limite anterior de 20 mil toneladas por decisão do presidente norte-americano Donald Trump.

A expansão da cota fortaleceu a presença da carne argentina nos Estados Unidos e abriu novas oportunidades comerciais para frigoríficos e exportadores do país sul-americano.

Exportações argentinas crescem 10% em 2026

Entre janeiro e junho de 2026, a Argentina exportou 411.705 toneladas equivalentes-carcaça de carne bovina. O volume representa crescimento de 10% em comparação com o mesmo período de 2025.

A China permaneceu como o maior destino, respondendo por 53% dos embarques argentinos. Os Estados Unidos apareceram em seguida, com participação de 19,5%.

A receita das exportações argentinas de carne bovina alcançou US$ 2,202 bilhões no primeiro semestre, avanço expressivo de 44,7% na comparação anual.

Os números indicam que, além do aumento do volume exportado, a valorização dos preços internacionais contribuiu para elevar o faturamento do setor frigorífico argentino.

Episódio reforça importância dos controles de importação

Embora o recolhimento não tenha sido motivado por risco sanitário confirmado, o caso evidencia a necessidade de rigor no cumprimento das exigências aplicadas ao comércio internacional de carnes.

Falhas documentais, logísticas ou operacionais podem provocar a retirada de produtos, gerar custos adicionais e afetar a relação entre exportadores, importadores, distribuidores e autoridades sanitárias.

Para a Argentina, o impacto comercial tende a ser limitado, considerando que a ocorrência teria sido registrada na etapa final de armazenagem e não estaria associada à qualidade sanitária da carne ou ao frigorífico responsável pela produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

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