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Bovinos Leite

Pecuária leiteira: eficiência produtiva exige manejo integrado e controle de custos

Nutrição, conforto, sanidade e gestão devem orientar o uso da somatotropina bovina recombinante, segundo especialista da MSD Saúde Animal


Publicado em: 09/10/2026 às 14:00hs

Pecuária leiteira: eficiência produtiva exige manejo integrado e controle de custos

Aumentar a produção de leite exige planejamento que conecte alimentação, saúde do rebanho, conforto das vacas e acompanhamento econômico. Na avaliação de Rafael Silva, gerente de mercado de Gado de Leite da MSD Saúde Animal, tecnologias voltadas ao desempenho durante a lactação precisam fazer parte dessa estratégia para entregar resultados compatíveis com a realidade de cada propriedade.

Entre as ferramentas disponíveis está a somatotropina bovina recombinante, conhecida como rbST. Versão sintética de um hormônio produzido naturalmente pelos bovinos, ela atua no direcionamento de nutrientes para a síntese do leite. O Lactotropin®, integrante do portfólio da empresa, utiliza essa tecnologia.

Segundo Silva, a decisão de incorporar a solução deve considerar a condição individual dos animais, a disponibilidade de alimento, os indicadores reprodutivos e o retorno financeiro esperado.

“O resultado depende da integração entre a tecnologia e os demais pilares da fazenda, como nutrição, conforto, sanidade, reprodução e gestão”, afirma.

Manejo das vacas começa antes da aplicação

O acompanhamento do rebanho ao longo do ciclo produtivo é uma etapa central do planejamento. Durante a transição, período próximo ao parto marcado por mudanças metabólicas, a atenção à alimentação e à sanidade ajuda a preparar os animais para a lactação.

Conforme o especialista, o uso da somatotropina bovina recombinante costuma ser indicado a partir de aproximadamente 60 dias após o parto, conforme a avaliação técnica e os protocolos adotados na propriedade.

A periodicidade de aplicação deve respeitar a bula, o registro do produto e a orientação do médico-veterinário responsável. O material apresentado pela empresa menciona intervalos de 10 a 14 dias, de acordo com essas condições.

Silva explica que a ferramenta é utilizada em uma fase na qual a produção tende a diminuir. Por isso, a avaliação do momento de adoção precisa estar associada ao manejo nutricional e às condições de saúde e conforto das vacas.

Ganho de produção deve ser avaliado em cada rebanho

De acordo com levantamentos citados pelo representante da MSD Saúde Animal, o uso de Lactotropin® pode proporcionar ganhos estimados de 3 a 7 litros de leite por animal ao dia, sob condições adequadas de manejo.

Essa estimativa precisa ser analisada junto aos custos da propriedade e à resposta observada no rebanho. O aumento do volume produzido, isoladamente, não determina a viabilidade econômica da adoção.

O acompanhamento dos animais e dos indicadores da fazenda permite avaliar se o resultado obtido compensa os recursos empregados na tecnologia e no manejo necessário para sustentar a produção.

Organização da fazenda pesa mais que o tamanho

Na avaliação de Silva, o porte da propriedade não define, por si só, a possibilidade de utilizar a somatotropina bovina recombinante. Fazendas menores também podem reunir condições favoráveis quando mantêm registros confiáveis e uma rotina consistente de manejo.

Entre os pontos que devem orientar a decisão estão:

  • Planejamento alimentar e qualidade da dieta;
  • Condições das instalações e conforto dos animais;
  • Monitoramento sanitário e reprodutivo;
  • Controle dos custos de produção;
  • Avaliação individual das vacas e acompanhamento dos resultados.

“Uma operação menor, com bom controle de dados e manejo consistente, pode apresentar condições favoráveis para utilizar a solução”, explica.

Calendário reprodutivo orienta a gestão da produção de leite

A distribuição dos partos ao longo do ano influencia o número de vacas em lactação e a necessidade de mão de obra, alimentos e insumos sanitários. Por isso, o calendário reprodutivo também deve integrar o planejamento das tecnologias utilizadas na fazenda.

Segundo o especialista, períodos de temperaturas mais amenas favorecem o conforto térmico e o desempenho reprodutivo. Essas condições precisam ser consideradas nas decisões de manejo e na organização dos recursos disponíveis.

Para Silva, a eficiência na pecuária leiteira depende da capacidade de transformar informações do rebanho em decisões práticas. Alimentação, sanidade, reprodução, conforto e custos devem ser acompanhados de forma conjunta para que cada ferramenta contribua para o resultado da atividade.

“As soluções e tecnologias geram valor quando estão conectadas a decisões de manejo”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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