Publicado em: 02/04/2026 às 12:40hs
O mercado pecuário brasileiro apresentou firmeza ao longo de março, mesmo diante de incertezas internacionais e dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia nacional. Segundo dados do Cepea, os preços da arroba do boi gordo permaneceram em patamares elevados, sustentados pela oferta reduzida de animais prontos para abate e pela demanda externa ativa.
Em março, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ registrou média de R$ 350,18, acima dos R$ 342,25 praticados em fevereiro. No último dia do mês, a arroba chegou a R$ 356,00, marcando o maior valor nominal da série histórica do Cepea. Em termos reais, corrigidos pelo IGP-DI de fevereiro de 2026, a média mensal é a mais alta desde fevereiro de 2022.
As chuvas recentes beneficiaram as pastagens, permitindo que os pecuaristas mantivessem os animais no campo por mais tempo. Essa condição contribuiu para a oferta restrita de boi pronto para o abate, mantendo as escalas de frigoríficos curtas. Como resultado, os compradores se viram obrigados a ajustar os valores pagos pela arroba ao longo do mês.
A procura internacional por carne bovina brasileira segue aquecida, reforçando a firmeza dos preços internos. A combinação de oferta limitada e demanda forte contribuiu para que o mercado mantivesse estabilidade e registrasse incrementos pontuais nos valores negociados.
Com a oferta de animais ainda restrita e a demanda externa robusta, o mercado de boi gordo deve continuar firme nos próximos meses. A gestão das pastagens e o monitoramento das escalas de abate serão determinantes para sustentar os preços em níveis elevados e atender tanto o consumo interno quanto a exportação.
Fonte: Portal do Agronegócio
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