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Bovinos de Corte

Exportações de carne bovina somam 79,7 mil toneladas em setembro, mas ritmo diário cai 30%

Embarques brasileiros mantêm regularidade nas duas primeiras semanas do mês, enquanto volume acumulado em 2026 se aproxima de 2 milhões de toneladas


Publicado em: 16/09/2026 às 18:00hs

Exportações de carne bovina somam 79,7 mil toneladas em setembro, mas ritmo diário cai 30%

As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 79,71 mil toneladas nos primeiros oito dias úteis de setembro de 2026, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira (14).

Apesar do volume expressivo, a média diária dos embarques apresentou queda de 30,33% na comparação com setembro de 2025. O movimento exige atenção do mercado por causa da influência da demanda internacional sobre o escoamento da produção e os preços do boi gordo no Brasil.

Embarques permanecem equilibrados em setembro

Na primeira semana do mês, o Brasil exportou 40,58 mil toneladas de carne bovina. Na segunda, o volume chegou a 39,13 mil toneladas, recuo de aproximadamente 3,6% entre os dois períodos.

Os números mostram relativa estabilidade no fluxo semanal, mas o ritmo diário permanece abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado.

Até a segunda semana de setembro, a média alcançou 9,96 mil toneladas por dia, ante 14,30 mil toneladas diárias em setembro de 2025.

No mês completo do ano anterior, as exportações brasileiras totalizaram 314,62 mil toneladas em 22 dias úteis.

Exportação anual de carne bovina se aproxima de 2 milhões de toneladas

Mesmo com o desempenho mais lento no início de setembro, o acumulado de 2026 permanece elevado. Entre janeiro e os primeiros oito dias úteis deste mês, os embarques de carne bovina somaram 1,998 milhão de toneladas.

O resultado deixa o Brasil próximo de ultrapassar a marca de 2 milhões de toneladas exportadas no ano e confirma a presença relevante da proteína bovina nacional no comércio internacional.

Ritmo das vendas externas entra no radar do boi gordo

A redução da média diária precisa ser acompanhada ao longo das próximas semanas. Caso o ritmo mais fraco persista, a menor demanda externa poderá diminuir a pressão sobre as escalas de abate dos frigoríficos.

As exportações ajudam a retirar produto do mercado interno e influenciam a demanda das indústrias por animais terminados. Por isso, mudanças no fluxo dos embarques podem repercutir sobre as negociações do boi gordo.

O acumulado anual próximo de 2 milhões de toneladas, por outro lado, continua indicando forte participação das vendas externas no escoamento da produção brasileira. O desempenho do restante de setembro será determinante para avaliar se a desaceleração representa apenas uma oscilação pontual ou uma mudança mais consistente no ritmo das exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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