Publicado em: 10/06/2026 às 17:00hs
O abate de bovinos em Mato Grosso alcançou 610,8 mil cabeças em maio de 2026, registrando crescimento de 4,08% em relação ao mês anterior. Apesar do avanço mensal, o volume ficou ligeiramente abaixo do observado em maio de 2025, com retração de 0,19%, marcando a primeira queda anual dos abates registrada neste ano.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em informações do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).
A análise do Imea mostra comportamentos distintos entre as categorias de animais destinadas aos frigoríficos.
O abate de machos totalizou 307,27 mil cabeças em maio, volume 10,10% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado evidencia uma maior disponibilidade de animais terminados para comercialização e reforça a oferta de bovinos para a indústria frigorífica.
Por outro lado, o abate de fêmeas apresentou retração significativa. Foram encaminhadas para abate 303,53 mil cabeças, número 8,81% menor em comparação com maio do ano passado.
A redução na oferta de vacas e novilhas foi determinante para limitar o crescimento do volume total abatido no estado.
Com a diminuição dos abates de matrizes e outras categorias femininas, a participação das fêmeas no total abatido recuou de forma expressiva.
Em maio de 2025, elas representavam 54,39% dos abates realizados em Mato Grosso. Um ano depois, esse percentual caiu para 49,69%, redução de 4,7 pontos percentuais.
Segundo o Imea, o movimento está diretamente relacionado à menor disponibilidade de fêmeas com mais de 24 meses para abate, refletindo uma estratégia adotada pelos pecuaristas de preservar parte do rebanho reprodutivo.
O instituto destaca que a retenção de matrizes continua sendo um dos principais fatores que influenciam o mercado pecuário mato-grossense.
Ao reduzir o envio de vacas para os frigoríficos, os produtores buscam fortalecer a capacidade de reprodução dos rebanhos, estratégia normalmente associada às fases de reconstrução e expansão da atividade pecuária.
Esse comportamento tende a impactar diretamente a oferta futura de bezerros e animais de reposição, além de influenciar a dinâmica de preços em toda a cadeia da carne bovina.
A expectativa do Imea é de que a participação das fêmeas nos abates permaneça em patamares mais baixos ao longo dos próximos meses. A continuidade da retenção de matrizes deverá manter a oferta restrita dessa categoria, sustentando uma mudança gradual na composição dos abates em Mato Grosso.
Como maior produtor de bovinos do país, o desempenho do estado é acompanhado de perto pelo mercado, uma vez que influencia diretamente a oferta nacional de carne bovina e os rumos do ciclo pecuário brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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