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Aquicultura e Pesca

Tilapicultura de Mato Grosso do Sul pode ganhar novo impulso após Governo sinalizar revisão de decreto tributário

PEIXE BR apresenta impactos das regras fiscais ao governador Eduardo Riedel, que se compromete a revisar decreto para preservar a competitividade da cadeia produtiva da tilápia no estado.


Publicado em: 06/08/2026 às 18:20hs

Tilapicultura de Mato Grosso do Sul pode ganhar novo impulso após Governo sinalizar revisão de decreto tributário
Foto: Jonathan Campos

A tilapicultura de Mato Grosso do Sul poderá ter um cenário mais favorável nos próximos meses após o Governo do Estado sinalizar a revisão das normas tributárias que vêm afetando a competitividade do setor. O compromisso foi firmado durante reunião entre a Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), o governador Eduardo Riedel e representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMADESC).

O encontro teve como principal pauta os impactos da Resolução Conjunta SEFAZ/SEMADESC nº 101/2026 e do Decreto nº 16.611/2025, considerados pela entidade fatores que comprometem a competitividade da cadeia produtiva da tilápia e reduzem a atratividade para investimentos no estado.

PEIXE BR alerta para perda de competitividade da tilapicultura

Durante a reunião, a PEIXE BR destacou que a legislação vigente elimina benefícios tributários para produtores que comercializam tilápia com indústrias instaladas em Mato Grosso do Sul, enquanto operações destinadas a empresas localizadas em outros estados continuam favorecidas.

Segundo a entidade, esse cenário gera desequilíbrio concorrencial, reduz a competitividade das indústrias locais e pode comprometer novos investimentos, a geração de empregos e o crescimento da piscicultura sul-mato-grossense.

O presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, apresentou ao governo estadual os impactos econômicos da medida sobre produtores, frigoríficos e toda a cadeia produtiva.

"Apresentamos ao governador os impactos da medida sobre produtores e indústrias, e recebemos o compromisso de que o decreto será revisto para manter a atratividade e o crescimento da tilapicultura em Mato Grosso do Sul", afirmou Francisco Medeiros.

Mato Grosso do Sul é referência nacional na produção e exportação de tilápia

A piscicultura representa uma das atividades mais dinâmicas do agronegócio sul-mato-grossense. Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado brasileiro a exportar tilápia e atualmente ocupa a segunda posição no ranking nacional de exportações da espécie, impulsionado principalmente pela crescente demanda do mercado norte-americano.

Os números reforçam a importância econômica da atividade.

Em 2025, a produção estadual de peixes cultivados alcançou 40,6 mil toneladas, das quais 38,7 mil toneladas corresponderam à tilápia, equivalente a 97,27% de toda a piscicultura do estado.

O faturamento anual da cadeia produtiva superou R$ 450 milhões, consolidando a atividade como uma importante fonte de geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Revisão das regras pode fortalecer investimentos

O compromisso assumido pelo governador Eduardo Riedel foi recebido com otimismo pelo setor produtivo. A expectativa é de que a revisão do decreto elimine distorções tributárias, fortaleça a competitividade das indústrias instaladas em Mato Grosso do Sul e estimule novos investimentos na produção de tilápia.

Na avaliação da PEIXE BR, um ambiente tributário mais equilibrado permitirá ampliar a industrialização, agregar valor à produção, fortalecer as exportações e consolidar Mato Grosso do Sul como um dos principais polos brasileiros da piscicultura.

Perspectivas para a cadeia produtiva

Com demanda crescente no mercado internacional, especialmente nos Estados Unidos, e um setor altamente tecnificado, a tilapicultura sul-mato-grossense reúne condições para continuar expandindo sua participação no agronegócio brasileiro.

Caso a revisão das normas tributárias seja confirmada, o estado poderá reforçar sua competitividade, estimular a permanência de investimentos industriais e ampliar sua participação tanto no mercado interno quanto nas exportações de pescado, fortalecendo ainda mais uma das cadeias aquícolas mais promissoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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