Balança comercial tem superávit de US$ 4,28 bilhões até a terceira semana de setembro; exportações do agro crescem 12,5%
Vendas externas brasileiras somam US$ 21,89 bilhões no mês; soja e café avançam, enquanto milho, carne bovina e açúcar registram queda na comparação anual
Publicado em: 23/09/2026 às 19:20hs
A balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 4,28 bilhões até a terceira semana de setembro de 2026, segundo dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações chegaram a US$ 21,89 bilhões, alta de 21,5% em relação ao período comparável de setembro de 2025. As importações cresceram 9%, para US$ 17,61 bilhões.
Com as vendas externas crescendo mais rapidamente que as compras, o saldo comercial aumentou 130,8%. A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 39,50 bilhões, avanço de 15,6%. Os números ainda são parciais e podem mudar até o fechamento do mês.
Exportações da agropecuária somam US$ 4,44 bilhões
As exportações classificadas pelo MDIC no setor de agropecuária cresceram 12,5% até a terceira semana de setembro e totalizaram US$ 4,44 bilhões. Entre os produtos com aumento nas vendas externas estão a soja, com alta de 19,9%, e o café não torrado, com avanço de 12,5%.
O levantamento também aponta forte crescimento percentual nas exportações de centeio, aveia e outros cereais não moídos. Essa variação deve ser lida com cautela: um percentual elevado, por si só, não indica grande participação do produto no valor total exportado.
Nem todos os itens agrícolas acompanharam a expansão. As vendas externas de milho não moído caíram 12,8%, as de especiarias recuaram 34,9% e as de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras diminuíram 68,2%.
Farelo de soja avança, mas carne bovina e açúcar recuam
Na indústria de transformação, as exportações somaram US$ 11,44 bilhões, alta de 15,3%. O grupo que inclui farelos de soja e outros alimentos para animais registrou crescimento de 76,1%. Em sentido contrário, as vendas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada caíram 21,6%, e as de açúcares e melaços recuaram 17%.
A indústria extrativa exportou US$ 5,77 bilhões, avanço de 44,7%, com destaque para a alta de 90,1% nas vendas de petróleo bruto. Os dados mostram, portanto, desempenhos diferentes entre os produtos que compõem o resultado positivo da balança comercial.
Importações de fertilizantes químicos caem 23,1%
As importações brasileiras somaram US$ 17,61 bilhões no período. Na agropecuária, as compras externas cresceram 18,1%, para US$ 330 milhões, incluindo alta de 55,3% nas importações de soja. Já as compras de trigo e centeio não moídos recuaram 12,7%.
Entre os insumos acompanhados pelo setor produtivo, as importações de adubos ou fertilizantes químicos, classificados na indústria de transformação, caíram 23,1%. As compras de fertilizantes brutos, registradas na indústria extrativa, diminuíram 50,4%. O boletim apresenta variações no valor importado; esses percentuais não devem ser interpretados isoladamente como mudanças equivalentes no volume adquirido.
Superávit acumulado em 2026 chega a US$ 59,60 bilhões
De janeiro até a terceira semana de setembro, as exportações brasileiras somaram US$ 272,75 bilhões, crescimento de 11,1% em relação ao período comparável de 2025. As importações avançaram 5,8%, para US$ 213,15 bilhões. Com isso, o superávit acumulado chegou a US$ 59,60 bilhões, alta de 35,2%, enquanto a corrente de comércio atingiu US$ 485,89 bilhões.
Fonte: Portal do Agronegócio
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