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Exportações brasileiras de ovos crescem 9,1% em agosto, com forte avanço das vendas ao Chile

Embarques alcançaram 2,3 mil toneladas no mês, enquanto a receita somou US$ 4,9 milhões; apesar da recuperação mensal, resultado acumulado de 2026 permanece abaixo do registrado em 2025


Publicado em: 11/09/2026 às 10:50hs

Exportações brasileiras de ovos crescem 9,1% em agosto, com forte avanço das vendas ao Chile

As exportações brasileiras de ovos voltaram a crescer em agosto de 2026, impulsionadas principalmente pelo aumento expressivo das vendas ao Chile. Considerando produtos in natura e processados, o Brasil embarcou 2,322 mil toneladas no mês, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O volume representa crescimento de 9,1% em relação a agosto de 2025, quando as exportações totalizaram 2,129 mil toneladas. O resultado sinaliza uma recuperação dos embarques e reforça o avanço do setor em diferentes mercados internacionais.

Receita das exportações de ovos chega a US$ 4,9 milhões

Apesar do aumento no volume exportado, a receita obtida com as vendas internacionais apresentou retração na comparação anual. Os embarques renderam US$ 4,868 milhões em agosto, queda de 15% diante dos US$ 5,729 milhões registrados no mesmo mês de 2025.

A diferença entre o avanço do volume e a redução da receita indica um menor valor médio dos produtos exportados no período. A composição dos embarques, os destinos atendidos e os preços negociados no mercado internacional podem ter influenciado esse desempenho.

Exportações acumuladas recuam entre janeiro e agosto

No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o Brasil exportou 19,982 mil toneladas de ovos. O resultado ficou 38,1% abaixo das 32,303 mil toneladas embarcadas no mesmo intervalo de 2025.

A receita acumulada chegou a US$ 43,903 milhões, retração de 41,7% na comparação com os US$ 75,295 milhões registrados entre janeiro e agosto do ano passado.

Segundo a ABPA, a redução precisa ser analisada considerando a base elevada de comparação. Em 2025, o comércio internacional de ovos foi favorecido por uma conjuntura excepcional, sobretudo no mercado dos Estados Unidos.

Chile amplia compras em mais de 600% e lidera embarques

O Chile consolidou-se como o principal destino dos ovos brasileiros em agosto. O país importou 1,213 mil toneladas, crescimento de 605,1% em relação às 172 toneladas adquiridas no mesmo mês de 2025.

O volume destinado ao mercado chileno correspondeu a pouco mais da metade de todos os ovos exportados pelo Brasil no período, tornando o país decisivo para o avanço mensal dos embarques.

Na sequência do ranking apareceram:

  • Vietnã, com 275 toneladas;
  • Serra Leoa, com 160 toneladas;
  • México, com 144 toneladas, queda de 52,6%;
  • Japão, com 140 toneladas, retração de 75,8%.

Os dados mostram que, enquanto alguns mercados tradicionais reduziram suas compras, o crescimento das vendas ao Chile e a abertura de novos destinos ajudaram a compensar parte dessas perdas.

Setor busca diversificar mercados internacionais

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho de agosto demonstra uma retomada das exportações brasileiras de ovos em diferentes destinos.

De acordo com o dirigente, o forte avanço dos embarques ao Chile e o início das vendas para novos mercados reforçam a capacidade do setor de diversificar sua presença internacional. Santin pondera, entretanto, que o resultado acumulado permanece inferior ao de 2025, ano marcado por condições atípicas no mercado global, especialmente nos Estados Unidos.

Perspectiva depende da consolidação de novos destinos

A recuperação observada em agosto mostra que o Brasil mantém potencial para ampliar sua participação no comércio mundial de ovos. A continuidade dessa trajetória dependerá da consolidação das vendas para mercados em expansão, da abertura de novos destinos e da recuperação das compras por países que reduziram os embarques.

Embora os resultados acumulados ainda apresentem forte retração, a diversificação comercial poderá reduzir a dependência de conjunturas específicas e dar maior estabilidade às exportações brasileiras de ovos nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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