Publicidade
Gestão

CNA e Faesp conectam empresas brasileiras a compradores chineses em rodada de negócios

Encontro do Projeto agroBR reúne cerca de 40 empresas e produtores rurais, prevê até 72 reuniões comerciais e busca ampliar a presença de alimentos e bebidas brasileiros no mercado chinês


Publicado em: 11/09/2026 às 11:35hs

CNA e Faesp conectam empresas brasileiras a compradores chineses em rodada de negócios

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) realizaram, em São Paulo, uma rodada de negócios entre empresas brasileiras do agronegócio e compradores chineses. A iniciativa busca abrir novas oportunidades comerciais e diversificar as exportações do Brasil para a China.

Promovido na sede da Faesp, na capital paulista, o encontro integra o Projeto agroBR e reúne cerca de 40 empresas e produtores brasileiros. A programação prevê até 72 reuniões comerciais durante os dois dias de atividades.

Projeto agroBR apoia pequenos e médios negócios rurais

O agroBR é uma iniciativa da CNA desenvolvida em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Sebrae. O projeto prepara pequenos e médios produtores, cooperativas e empresas rurais para ingressar no comércio internacional.

A rodada promovida em São Paulo aproxima os participantes brasileiros de compradores chineses com demandas comerciais concretas. O objetivo é facilitar negociações, ampliar o acesso ao mercado asiático e estimular a construção de parcerias duradouras.

Brasil busca diversificar exportações para a China

Na abertura do encontro, a diretora-adjunta de Relações Internacionais da CNA, Fernanda Maciel, destacou que a China ocupa uma posição estratégica no comércio exterior brasileiro. Segundo ela, o próximo desafio é ampliar a variedade de produtos enviados ao país asiático.

A proposta é mostrar aos compradores chineses que o potencial do agronegócio nacional ultrapassa as commodities tradicionais. Alimentos processados, bebidas e produtos de maior valor agregado podem conquistar espaço nas redes varejistas e nas prateleiras do mercado chinês.

O gerente do Departamento Técnico e Econômico da Faesp, Cláudio Brisolara, também ressaltou a necessidade de diversificação. Na avaliação do dirigente, diversos produtos brasileiros ainda são pouco conhecidos no exterior, apesar do elevado potencial de competitividade e expansão comercial.

Compradores chineses conhecem produtos do agro brasileiro

A comitiva chinesa contou com a participação de JiaCheng Lu, da Better Solutions, e Liu Kai, cofundador da rede varejista HotMaxx. Os representantes conheceram uma amostra diversificada da produção agroindustrial brasileira.

Entre os produtos apresentados estão:

  • Açaí e derivados;
  • Cafés;
  • Mel e produtos apícolas;
  • Cachaças, vinhos e outros destilados;
  • Chocolates e snacks;
  • Produtos lácteos;
  • Água de coco, sucos e chás;
  • Condimentos;
  • Derivados de mandioca;
  • Frutas e outros alimentos e bebidas.

A assessora de Relações Internacionais da CNA, Rita Padilla, afirmou que o encontro cria uma oportunidade direta de aproximar os produtores brasileiros de compradores chineses interessados em novos fornecedores. A estratégia é ampliar o acesso das empresas atendidas pelo agroBR a mercados internacionais e fortalecer a exportação de produtos com maior valor agregado.

Rodada reúne representantes de diferentes estados

Participam da iniciativa empresas, produtores rurais, cooperativas e tradings de São Paulo, Pará, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Piauí, Espírito Santo e Distrito Federal.

As reuniões também foram acompanhadas pelo diretor da Faesp, Marcio Vassoler, e pela consultora do agroBR, Monnike Garcia.

A expectativa das entidades organizadoras é que os contatos comerciais resultem em contratos e relações de longo prazo, fortalecendo a presença dos produtos brasileiros no mercado chinês e reduzindo a concentração das exportações agropecuárias em poucos itens.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias