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Milho e Sorgo

Demanda industrial mantém preço do milho firme no Sul e Centro-Oeste

Cotações avançam no Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, enquanto indústrias reforçam compras para garantir o abastecimento


Publicado em: 11/09/2026 às 11:50hs

Demanda industrial mantém preço do milho firme no Sul e Centro-Oeste
Foto: Coopavel

O mercado brasileiro de milho registrou altas moderadas e estabilidade nas principais praças do Sul e do Centro-Oeste na quinta-feira (10). O movimento foi sustentado pelo cenário externo, pela demanda industrial e pela necessidade de abastecimento das fábricas de ração, segundo informações da TF Agroeconômica.

Embora os negócios continuem ocorrendo de forma pontual, compradores apresentaram propostas mais firmes em determinadas regiões. Produtores, por sua vez, permanecem atentos aos custos de produção, aos valores dos fretes e às condições comerciais para a implantação da nova safra.

Preço do milho avança no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, as cotações acompanharam o viés positivo observado na Bolsa de Chicago. O mercado apresentou valorização tanto no interior quanto no Porto de Rio Grande.

Na região portuária, a saca chegou a R$ 163,00, com alta de 0,62%. Em Ijuí, o cereal foi negociado a R$ 151,00 por saca, avanço de 0,67%, enquanto Cruz Alta registrou o mesmo valor, com valorização de 1%.

Passo Fundo alcançou R$ 152,00 por saca, também com elevação de 1%. Em Santa Rosa, a referência ficou igualmente em R$ 152,00, após ganho de 0,66%.

Indústrias de ração sustentam mercado em Santa Catarina

Em Santa Catarina, a procura das indústrias de ração ajudou a manter as cotações firmes. São Francisco do Sul atingiu R$ 158,00 por saca, com valorização de 0,45%.

Nas negociações de balcão, Palma Sola permaneceu em R$ 138,50 por saca, enquanto Rio do Sul registrou R$ 140,00.

Produtores relataram propostas mais competitivas de compradores locais, refletindo a necessidade de reposição de estoques e de abastecimento das agroindústrias catarinenses.

Milho tem leve valorização no Paraná

O mercado paranaense também apresentou avanços moderados. Em Paranaguá, a cotação foi indicada a R$ 161,73 por saca, alta de 0,79%.

Cascavel alcançou R$ 154,00 por saca. Maringá e Ponta Grossa registraram R$ 151,00, enquanto Pato Branco apresentou referência de R$ 149,00.

A demanda regional contribuiu para a sustentação dos preços, mas as negociações seguiram condicionadas às margens dos compradores e à disposição dos produtores para comercializar novos volumes.

Cotações sobem em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, Dourados e Campo Grande foram cotados a R$ 143,00 por saca, com valorização de 0,70% nas duas localidades.

Maracaju alcançou R$ 144,00 por saca. Em Chapadão do Sul e Sidrolândia, os preços permaneceram estáveis, também em R$ 144,00.

Mercado permanece estável em Mato Grosso

Em Mato Grosso, Campo Verde registrou cotação de R$ 145,80 por saca, enquanto Lucas do Rio Verde apresentou referência de R$ 142,60.

Nova Mutum ficou em R$ 142,00 por saca e Sorriso permaneceu estável em R$ 141,00. A comercialização no estado continua influenciada pelos custos logísticos, pela disponibilidade regional e pela proximidade do novo ciclo produtivo.

Custos e demanda devem orientar preços do milho

O comportamento do preço do milho nos próximos dias deverá depender da demanda das indústrias, das oscilações na Bolsa de Chicago e das condições de comercialização em cada região.

No mercado interno, fretes, custos dos insumos e necessidade de abastecimento da agroindústria permanecem entre os principais fatores de sustentação. Ao mesmo tempo, os produtores avaliam as margens esperadas para a nova safra antes de ampliar as vendas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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