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Aquicultura e Pesca

Preço da tilápia cai em agosto com demanda enfraquecida e menor procura dos frigoríficos

Clima frio reduziu o consumo de pescado no Sul e no Sudeste, pressionando as cotações em todas as regiões monitoradas pelo Cepea


Publicado em: 11/09/2026 às 10:30hs

Preço da tilápia cai em agosto com demanda enfraquecida e menor procura dos frigoríficos

O mercado brasileiro de tilápia enfrentou pressão baixista em agosto, diante do enfraquecimento da demanda e da menor procura por parte dos frigoríficos. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços recuaram em todas as regiões acompanhadas.

A desvalorização foi influenciada principalmente pelas baixas temperaturas registradas no Sul e no Sudeste. O clima mais frio desacelerou o consumo de pescado e reduziu a necessidade de compra das unidades de processamento, limitando a movimentação no mercado.

Clima frio reduz consumo de tilápia

A queda das temperaturas costuma afetar diretamente a comercialização de pescados. Durante períodos mais frios, o consumo tende a diminuir, especialmente nas regiões onde a tilápia fresca ocupa espaço importante nas vendas do varejo e dos serviços de alimentação.

Com a demanda final mais fraca, os frigoríficos reduziram o ritmo das aquisições. Esse movimento aumentou a pressão sobre os valores pagos aos produtores e levou as cotações da tilápia a recuarem de forma generalizada nas praças pesquisadas pelo Cepea.

Agosto tem demanda sazonalmente mais fraca

Além dos efeitos do clima, agosto normalmente apresenta menor procura por tilápia. Essa característica sazonal reforçou a retração dos negócios e dificultou a sustentação dos preços ao longo do mês.

A combinação entre consumo enfraquecido e compras mais cautelosas dos frigoríficos diminuiu a liquidez do mercado. Sem uma reação consistente da demanda, produtores encontraram maior dificuldade para negociar os peixes nos valores pretendidos.

Mercado aguarda retomada do consumo de pescado

A recuperação das cotações dependerá, principalmente, do reaquecimento do consumo e da retomada das compras pela indústria. Temperaturas mais elevadas podem favorecer a comercialização de pescado e melhorar a movimentação entre produtores, frigoríficos, atacadistas e varejistas.

O setor também acompanha o equilíbrio entre oferta e demanda nas principais regiões produtoras. Uma entrada elevada de peixes prontos para o abate, sem crescimento proporcional do consumo, pode prolongar a pressão sobre os preços da tilápia.

No curto prazo, o mercado deve permanecer atento ao comportamento dos frigoríficos, às condições climáticas e ao ritmo de comercialização. Esses fatores serão determinantes para definir se as cotações conseguirão recuperar parte das perdas registradas em agosto.

Fonte: Portal do Agronegócio

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