Piscicultura ornamental da Zona da Mata propõe rastreabilidade e certificação ao Ministério da Pesca
Articulação em Muriaé também busca ampliar assistência técnica, que já atendeu 90 piscicultores, para fortalecer a regularização e a competitividade do polo mineiro
Publicado em: 14/10/2026 às 08:00hs
A cadeia de peixes ornamentais da Zona da Mata mineira definiu três prioridades para fortalecer a atividade: padronizar informações de transporte, ampliar a assistência técnica e apoiar a certificação das propriedades. As propostas foram reunidas em um documento destinado à articulação com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
As demandas surgiram de uma reunião no Sindicato dos Produtores Rurais de Muriaé, com participação de piscicultores, entidades representativas e instituições de assistência técnica, pesquisa e fiscalização. O movimento busca avançar na organização do polo, na regularização das unidades produtivas e na inserção no mercado nacional.
Participaram representantes do Sistema Faemg Senar, técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), sindicatos rurais, IMA, Emater-MG, Epamig, Embrapa e Sebrae/MG.
Padronização das guias busca aprimorar rastreabilidade
A primeira proposta trata das informações registradas nas Guias de Trânsito Animal (GTA) utilizadas no transporte de peixes de corte e ornamentais.
O documento sugere que os estados e o Distrito Federal adotem dados padronizados na Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA). Entre as informações estão quantidade de peixes, espécies transportadas, origem e destino.
Segundo a proposta, essa uniformização pode facilitar o acompanhamento da movimentação dos animais, aprimorar o controle sanitário e a fiscalização e oferecer mais segurança aos integrantes da cadeia produtiva.
Assistência técnica já alcançou 90 piscicultores
A ampliação do ATeG para produtores de peixes ornamentais é a segunda prioridade apresentada. O programa do Sistema Faemg Senar já contemplou 90 piscicultores na região, com resultados apontados como positivos, especialmente na regularização ambiental e sanitária.
A assistência também contribui para a gestão das propriedades, a adoção de boas práticas de produção e a organização dos registros. Esses avanços ajudam a aprimorar a rastreabilidade e a preparar os produtores para processos de certificação.
A proposta busca ampliar o acesso a esse acompanhamento, fortalecendo a adequação das unidades produtivas às exigências da atividade.
Certificação pode ampliar organização e competitividade
A terceira demanda solicita que o MPA avalie a possibilidade de destinar recursos ao apoio e à expansão da certificação das pisciculturas ornamentais da Zona da Mata.
Além de fortalecer o polo mineiro, o documento aponta o potencial de levar o modelo a outras regiões do Brasil. As três propostas foram encaminhadas ao consultor técnico do Sebrae/MG, Felipe Matias, para articulação junto ao ministério.
Dossiê vai registrar a trajetória do polo mineiro
Paralelamente às demandas, o Sebrae está realizando um levantamento sobre o desenvolvimento da piscicultura ornamental na Zona da Mata.
Segundo Marcos Reis, gerente do Sistema Faemg Senar em Viçosa, o trabalho dará origem a um dossiê sobre a trajetória do polo, identificando a contribuição de produtores, instituições e demais participantes para a consolidação da atividade.
A intenção é reunir referências que possam ser apresentadas a outros estados e cadeias produtivas.
Para Reis, o processo também fortalece a governança regional ao aproximar as entidades e favorecer o planejamento conjunto. A integração das iniciativas e a construção de um calendário coletivo podem ajudar a coordenar os esforços voltados ao desenvolvimento da piscicultura ornamental.
Fonte: Portal do Agronegócio
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