Preço da mandioca atinge maior nível desde fevereiro de 2025 com oferta restrita
Chuvas dificultam a colheita e limitam a disponibilidade de raízes, enquanto a demanda industrial aquecida, especialmente no Paraná, sustenta a valorização, aponta o Cepea.
Publicado em: 26/10/2026 às 11:15hs
O preço da mandioca atingiu, na última semana, o maior patamar nominal desde fevereiro de 2025, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A alta reflete a oferta de raízes abaixo da demanda industrial na maior parte das regiões acompanhadas pelo centro de pesquisas.
As chuvas continuam dificultando os trabalhos de colheita e restringindo a disponibilidade de matéria-prima. Ao mesmo tempo, a procura das indústrias permanece aquecida, com destaque para o Paraná, sustentando o movimento de valorização.
Chuvas limitam colheita e sustentam alta da mandioca
Segundo pesquisadores do Cepea, os preços da raiz avançaram na maioria das regiões monitoradas nos últimos dias. A dificuldade de retirar a mandioca do campo mantém a oferta restrita diante das necessidades de abastecimento industrial.
Esse desequilíbrio entre disponibilidade e demanda tem favorecido as cotações. No Paraná, a procura aquecida por matéria-prima reforça a pressão sobre os preços.
Cotação também avança em termos reais
Além da máxima nominal desde fevereiro de 2025, o levantamento aponta valorização quando se considera o efeito da inflação.
Em termos reais, com os valores deflacionados pelo IGP-DI, a média semanal foi a mais elevada desde novembro de 2025. O resultado mostra que a recuperação dos preços também aparece na comparação ajustada pela variação do índice.
O cenário descrito pelo Cepea mantém a colheita e o ritmo de compras das indústrias como fatores centrais para o comportamento do mercado de mandioca.
Fonte: Portal do Agronegócio
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