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Análise de Mercado

Diesel mais caro: como reduzir o consumo de combustível nas máquinas agrícolas

Planejamento das operações, manutenção preventiva e ajustes na condução ajudam a conter desperdícios e reduzir os custos da mecanização durante a safra


Publicado em: 26/10/2026 às 11:55hs

Diesel mais caro: como reduzir o consumo de combustível nas máquinas agrícolas

O encarecimento do diesel reforça a importância de controlar o consumo de combustível nas máquinas agrícolas. Com o avanço do plantio e a intensificação dos trabalhos no campo, a eficiência de tratores e outros equipamentos ganha peso no custo de produção.

O gasto depende de uma combinação de fatores, como atividade executada, condições do terreno, regulagem do equipamento e condução do operador. Segundo Edison Souza, gerente comercial de Pós-Vendas da AGCO América Latina, o planejamento e o acompanhamento das operações ajudam a identificar desperdícios e aproveitar melhor o combustível.

Planejamento reduz deslocamentos e sobreposição de passadas

A organização do trabalho começa antes da entrada da máquina na lavoura. Definir a sequência dos talhões, os trajetos e os pontos de abastecimento permite reduzir deslocamentos desnecessários e aproveitar melhor as horas disponíveis.

O piloto automático também pode contribuir para a economia ao orientar o equipamento nas linhas de trabalho e diminuir a sobreposição de passadas.

Outro ponto é adequar a velocidade e a configuração da máquina à operação. As condições do solo, o implemento utilizado e a potência necessária devem orientar os ajustes para evitar esforço excessivo e perda de eficiência.

Manutenção preventiva ajuda a controlar o consumo de diesel

Filtros, sistema de injeção, pneus e componentes do motor influenciam diretamente o desempenho das máquinas agrícolas. Inspeções e revisões nos intervalos recomendados permitem identificar falhas que podem elevar o consumo ou reduzir a potência disponível.

A conservação do combustível também exige atenção. A presença de água e impurezas pode comprometer componentes do sistema de alimentação e prejudicar o funcionamento do motor.

Por isso, armazenamento e abastecimento devem seguir as orientações do fabricante, com estruturas adequadas e cuidados para evitar contaminação. A eventual utilização de aditivos ou produtos para controle microbiológico deve respeitar a indicação técnica e a compatibilidade com o equipamento.

Rotação e transmissão adequadas evitam desperdícios

A maneira de operar o trator interfere no consumo ao longo da jornada. Trabalhar na faixa de rotação indicada para a atividade e selecionar corretamente a marcha ou a configuração da transmissão contribui para aproveitar a potência do motor.

Evitar acelerações desnecessárias é outra medida que favorece a eficiência. Durante o transporte, a velocidade precisa considerar as condições da via e da carga, mantendo uma condução compatível com o trabalho.

De acordo com Souza, esses cuidados devem integrar a rotina da propriedade, especialmente quando o combustível exerce maior pressão sobre os custos.

Telemetria facilita a identificação de consumo excessivo

Sistemas de telemetria e gestão de máquinas permitem reunir dados sobre horas trabalhadas, consumo de combustível e desempenho operacional.

O acompanhamento dessas informações ajuda a reconhecer desvios e avaliar a necessidade de ajustes na manutenção, na condução ou no planejamento das atividades.

Para o gerente da AGCO, monitorar o consumo durante a safra oferece ao produtor referências para tomar decisões e corrigir desperdícios que, acumulados, podem aumentar a despesa com a mecanização.

Teste com trator registra consumo por hora 28,33% menor

A tecnologia embarcada também pode contribuir para o uso mais eficiente do diesel. Transmissões com ajuste automático permitem adequar o funcionamento do motor à carga exigida pela operação.

Como exemplo, a AGCO apresenta resultados de um teste comparativo com o MF 8S, da Massey Ferguson, equipado com transmissão Dyna-VT. Em uma operação de plantio direto com implementos de 18 linhas, o trator registrou consumo de 24,19 litros por hora, enquanto o modelo de referência consumiu 33,75 litros por hora.

Segundo os dados apresentados pela empresa, a diferença corresponde a uma redução de 28,33% no consumo horário, nas condições avaliadas.

O resultado se refere ao teste informado e deve ser considerado dentro desse contexto. O consumo na propriedade varia conforme a configuração do conjunto, o terreno, a carga de trabalho e a condução.

Para Souza, a eficiência energética ganha relevância na escolha do maquinário. Associada à manutenção e à gestão das operações, ela pode ajudar o produtor a melhorar o aproveitamento dos recursos e dar maior previsibilidade aos custos da atividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

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