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Milho e Sorgo

Custo do milho supera receita estimada em Mato Grosso e pressiona planejamento da safrinha

Despesas operacionais avançam 14,61%, enquanto preços do cereal reduzem a margem disponível para o produtor na safra 2026/27


Publicado em: 26/10/2026 às 11:45hs

Custo do milho supera receita estimada em Mato Grosso e pressiona planejamento da safrinha

A combinação de custos elevados e preços menores do milho apertou as contas dos produtores de Mato Grosso. Segundo dados do Imea apresentados pela Terra Agro Insights, o custo operacional total da safra 2026/27 foi estimado em R$ 6.070,09 por hectare, acima da receita bruta projetada de R$ 5.824,88.

O custo operacional efetivo, que reúne os desembolsos diretamente ligados à produção, alcançou R$ 5.508,23 por hectare, alta de 14,61%.

A receita estimada utilizou produtividade de 119,64 sacas por hectare e preço médio de setembro de R$ 48,69 por saca.

Queda do preço reduz a folga financeira

Com a cotação do milho disponível em Mato Grosso a R$ 46,50 por saca, a receita calculada para a mesma produtividade cairia para aproximadamente R$ 5.563 por hectare.

Nesse cenário, o valor praticamente se igualaria ao custo operacional efetivo e ficaria abaixo do custo operacional total.

O resultado mostra a sensibilidade da margem às oscilações de preço e produtividade. Gastos adicionais ou perdas no campo podem ampliar a diferença entre receita e despesas.

Fertilizantes e energia pressionam os insumos

O boletim da Terra Agro Insights aponta o encarecimento do petróleo e dos fertilizantes como fatores de pressão sobre o planejamento agrícola.

Nas referências internacionais reunidas no material, o fosfato diamônico, conhecido como DAP, passou de cerca de US$ 700 para aproximadamente US$ 850 por tonelada ao longo de 2026. O enxofre, utilizado na cadeia dos fosfatados, acumulou valorização superior a 130%.

O quadro também exige atenção aos nitrogenados, insumos importantes para o cultivo do milho.

Soja também registra aumento de custos

Para a soja 2026/27 em Mato Grosso, o Imea estimou custo total de R$ 8.210,31 por hectare, crescimento de 6,96%.

As operações mecanizadas subiram 23,85%, e os defensivos, 10,10%. Os fertilizantes chegaram a R$ 1.997,74 por hectare, alta de 6,2%. As sementes apresentaram movimento contrário, com redução de 21,96%.

Na avaliação da Terra Agro Insights, a pressão sobre as margens pode levar produtores a rever investimentos na safrinha. Eventuais ajustes no manejo, entretanto, precisam considerar seus efeitos sobre a produtividade e o resultado econômico da lavoura.

Fonte: Portal do Agronegócio

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