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Feijão e Pulses

Preço do feijão sobe com reposição do varejo e oferta limitada de grãos de qualidade

Feijão-preto avança em todas as praças acompanhadas pelo Cepea; clima mantém produtores e compradores atentos ao plantio da safra 2026/27 e à colheita em São Paulo


Publicado em: 26/10/2026 às 12:00hs

Preço do feijão sobe com reposição do varejo e oferta limitada de grãos de qualidade

Os preços dos feijões carioca e preto subiram na maior parte das regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias. A demanda do varejo para recomposição de estoques, combinada à disponibilidade limitada de lotes de melhor qualidade, sustentou as negociações.

O destaque foi o feijão-preto, que registrou valorização em todas as praças pesquisadas. No mercado do carioca, o movimento de alta também predominou, conforme o levantamento.

Oferta de feijão de melhor qualidade sustenta preços

A procura por mercadoria para abastecer o varejo encontrou uma oferta restrita de grãos com os atributos desejados pelos compradores. Segundo o Cepea, essa combinação favoreceu o avanço das cotações nas regiões acompanhadas.

A qualidade dos lotes permanece, assim, como um fator relevante para a formação dos preços e para as decisões de compra e venda no mercado de feijão.

Clima concentra atenção no plantio e na colheita

No campo, os agentes acompanham as condições climáticas e seus efeitos sobre o calendário de produção. O monitoramento envolve tanto o plantio da primeira safra de feijão 2026/27 quanto o início da colheita em São Paulo.

De acordo com o Cepea, o comportamento do clima nessas etapas segue no radar do setor por sua influência sobre o andamento dos trabalhos agrícolas e a disponibilidade do produto.

Pesquisa do Cepea e da CNA completa dois anos

O levantamento de preços dos feijões carioca e preto, realizado pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), completa dois anos de divulgação.

A iniciativa amplia o acesso a referências de comercialização e contribui para a transparência do mercado. As informações oferecem suporte às decisões dos participantes da cadeia produtiva, considerando as mudanças na oferta ao longo do ano.

Monitoramento alcança 51 praças de comercialização

Ao longo dos dois anos, a pesquisa passou a abranger 51 praças de comercialização, distribuídas por 15 estados e pelo Distrito Federal, com presença nas cinco regiões brasileiras.

Segundo os pesquisadores, o acompanhamento considera a dinâmica de oferta das três safras de feijão do país. Por isso, as regiões monitoradas variam conforme a disponibilidade regional do produto, permitindo que o levantamento acompanhe os diferentes períodos de produção e comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

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