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Logística e Transporte

Exportações do Nordeste atingem US$ 3 bilhões em agosto e garantem maior superávit do ano

Vendas externas da região alcançaram o maior valor mensal de 2026, enquanto soja do Matopiba, petróleo e produtos minerais se destacaram na pauta exportadora


Publicado em: 23/09/2026 às 09:30hs

Exportações do Nordeste atingem US$ 3 bilhões em agosto e garantem maior superávit do ano

As exportações do Nordeste alcançaram US$ 3 bilhões em agosto de 2026, o maior valor mensal registrado pela região neste ano. Com importações de US$ 2,87 bilhões, a balança comercial nordestina fechou o mês com superávit de US$ 141,9 milhões, segundo dados do Data Nordeste, plataforma da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

O resultado representa uma mudança significativa em relação a agosto de 2025, quando a região registrou déficit comercial de US$ 500 milhões. Na comparação entre os dois meses, a diferença entre os saldos chegou a US$ 641,9 milhões.

Agosto foi o terceiro mês de 2026 com saldo positivo na balança comercial do Nordeste, depois de abril e junho.

China lidera destinos das exportações nordestinas

A China foi o principal destino das exportações do Nordeste em agosto, com compras de US$ 797,6 milhões.

Na sequência apareceram:

  • Estados Unidos: US$ 432 milhões;
  • Espanha: US$ 283,7 milhões.

Os três mercados registraram crescimento nas compras de produtos nordestinos em relação a agosto de 2025.

As exportações para a China aumentaram de US$ 518,6 milhões para US$ 797,6 milhões, enquanto as vendas para os Estados Unidos avançaram de US$ 233,9 milhões para US$ 432 milhões.

O maior crescimento entre os três países ocorreu na Espanha. O mercado espanhol passou de US$ 102,6 milhões em compras em agosto de 2025 para US$ 283,7 milhões um ano depois.

Soja ganha espaço nas exportações para a Espanha

Segundo a Coordenação de Avaliação e Estudos da Sudene, o aumento das vendas para a Espanha foi impulsionado principalmente pelos setores agropecuário e da indústria extrativa.

As exportações agropecuárias somaram US$ 133,3 milhões, enquanto a indústria extrativa movimentou US$ 42,4 milhões.

A soja foi o principal destaque entre os produtos. As vendas chegaram a US$ 118,3 milhões, alta de 85,7% em relação aos US$ 63,7 milhões registrados em agosto de 2025.

Também fizeram parte da pauta destinada ao mercado espanhol:

  • sulfetos de minério de cobre e concentrados: US$ 42,2 milhões;
  • café: US$ 8,1 milhões;
  • bagaços e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja: US$ 6 milhões.
Matopiba concentra forte participação nas exportações de soja

Entre os grupos de produtos exportados pelo Nordeste, os itens do reino vegetal apresentaram o maior valor em agosto, com aproximadamente US$ 1 bilhão.

A Bahia respondeu por cerca de US$ 500 milhões desse montante, enquanto o Maranhão registrou aproximadamente US$ 300 milhões.

A soja produzida no Matopiba teve papel de destaque, alcançando US$ 766 milhões em exportações, principalmente com destino à China.

A força da cadeia da soja também aparece nos municípios que lideraram as exportações nordestinas no mês.

Luís Eduardo Magalhães (BA) registrou US$ 280,6 milhões em vendas externas, enquanto Balsas (MA) alcançou US$ 172,1 milhões.

As duas cidades estão inseridas em importantes áreas de produção agrícola do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Petróleo lidera exportações de produtos minerais

Os produtos minerais formaram o segundo principal grupo da pauta exportadora nordestina, com aproximadamente US$ 500 milhões em vendas externas.

O petróleo foi o principal produto dessa categoria, movimentando US$ 360,8 milhões em exportações durante agosto.

Na terceira posição entre os grupos de produtos apareceram metais comuns e suas obras, com US$ 249,2 milhões.

O Ceará respondeu por aproximadamente US$ 220 milhões desse valor.

Importações do Nordeste chegam a US$ 2,87 bilhões

Do lado das importações, o Nordeste adquiriu US$ 2,87 bilhões em produtos do mercado internacional em agosto.

Os Estados Unidos foram o principal fornecedor da região, com US$ 1 bilhão em vendas.

A China ocupou a segunda posição, com US$ 664,3 milhões, seguida pela Índia, com US$ 137 milhões.

Entre os principais grupos de produtos importados, destacaram-se os produtos minerais, seguidos por máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes.

No recorte municipal, Camaçari (BA), Ipojuca (PE) e São Luís (MA) registraram os maiores valores de importação.

Balança comercial nordestina muda de trajetória em agosto

O desempenho de agosto colocou a balança comercial do Nordeste em terreno positivo, após o déficit registrado no mesmo mês de 2025.

O avanço ocorreu em um cenário de mudanças nas condições do comércio internacional, incluindo a entrada em vigor, a partir de julho, de novas medidas tarifárias dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras, com exceções previstas na regulamentação norte-americana.

Mesmo nesse ambiente, os dados mostram crescimento das vendas nordestinas para importantes mercados internacionais, especialmente China, Estados Unidos e Espanha.

A combinação entre o avanço das exportações de soja, petróleo, produtos minerais e outros itens da pauta regional contribuiu para que agosto registrasse o maior valor mensal de exportações do Nordeste em 2026, reforçando a importância da agropecuária e da indústria extrativa para o comércio exterior da região.

Fonte: Portal do Agronegócio

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