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Exportações brasileiras batem recorde histórico e déficit das contas externas despenca em junho

Superávit comercial impulsionado pelo avanço das exportações reduz déficit em transações correntes, fortalece o setor externo e amplia entrada de investimentos no Brasil.


Publicado em: 30/07/2026 às 20:00hs

Exportações brasileiras batem recorde histórico e déficit das contas externas despenca em junho
Foto: Freepik

O desempenho do comércio exterior brasileiro ganhou força em junho e contribuiu para uma melhora expressiva das contas externas do país. Impulsionadas por um recorde histórico nas exportações de bens, as transações correntes registraram déficit de US$ 2,3 bilhões, menos da metade do saldo negativo observado no mesmo período do ano passado.

Os dados fazem parte das Estatísticas do Setor Externo divulgadas pelo Banco Central, que mostram o fortalecimento da balança comercial como principal fator para a redução do déficit externo e a manutenção de um cenário mais favorável para a economia brasileira.

Exportações atingem maior valor da série histórica

As exportações brasileiras somaram US$ 36,4 bilhões em junho, o maior resultado já registrado pelo Banco Central para o mês e um crescimento de 24,8% em relação a junho de 2025.

O desempenho reflete o bom ritmo das vendas externas e reforça a importância do comércio internacional para o equilíbrio das contas do país.

As importações também apresentaram crescimento, alcançando US$ 27,6 bilhões, alta de 15,3% na comparação anual, acompanhando o aumento da atividade econômica e da demanda por bens e insumos.

Superávit comercial impulsiona melhora das contas externas

O avanço das exportações elevou o superávit da balança comercial para US$ 8,8 bilhões em junho, resultado significativamente superior aos US$ 5,2 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.

Na comparação anual, o saldo positivo do comércio exterior aumentou US$ 3,6 bilhões, tornando-se o principal responsável pela redução do déficit em transações correntes.

O resultado evidencia a competitividade das exportações brasileiras e o papel estratégico do agronegócio, da indústria e da mineração na geração de divisas para o país.

Déficit em serviços continua pressionando contas externas

Apesar da melhora expressiva da balança comercial, a conta de serviços apresentou deterioração em junho.

O déficit do segmento alcançou US$ 5,1 bilhões, crescimento de US$ 0,7 bilhão em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre os principais fatores que pressionaram o resultado estão:

  • aumento das despesas líquidas com viagens internacionais;
  • maiores gastos com transporte internacional;
  • crescimento das despesas com serviços de telecomunicações, computação e tecnologia da informação.
Resultado acumulado melhora em relação ao ano anterior

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, o déficit em transações correntes atingiu US$ 61,4 bilhões, equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado representa uma melhora significativa frente aos US$ 75,5 bilhões, ou 3,52% do PIB, registrados no mesmo período do ano anterior.

A redução demonstra um fortalecimento gradual das contas externas brasileiras, sustentado principalmente pelo desempenho do comércio internacional.

Investimento estrangeiro cresce e reforça confiança na economia

Outro destaque do levantamento foi o avanço dos Investimentos Diretos no País (IDP).

Em junho, os ingressos líquidos alcançaram US$ 9,1 bilhões, quase três vezes o volume registrado no mesmo mês de 2025, quando haviam somado US$ 3,1 bilhões.

No acumulado de 12 meses, o investimento direto atingiu US$ 89,3 bilhões, equivalente a 3,58% do PIB, indicando continuidade do fluxo de capital produtivo para a economia brasileira.

Já os investimentos em carteira apresentaram saída líquida de US$ 0,6 bilhão no mês.

O movimento foi influenciado principalmente pela retirada líquida de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimento, parcialmente compensada pela entrada de US$ 1,6 bilhão em títulos negociados no mercado doméstico.

Reservas internacionais permanecem em nível elevado

As reservas internacionais encerraram junho em US$ 367,6 bilhões, redução de US$ 3,6 bilhões em relação ao estoque registrado em maio.

Segundo o Banco Central, a variação foi provocada principalmente pelos efeitos das oscilações cambiais entre as moedas que compõem as reservas, pelas intervenções no mercado de câmbio com vendas de dólares à vista e pelas mudanças nos preços dos ativos internacionais.

Mesmo com a redução mensal, o volume de reservas permanece elevado e continua sendo um dos principais instrumentos de proteção da economia brasileira contra choques externos e períodos de maior volatilidade financeira.

Comércio exterior segue como pilar da economia brasileira

O desempenho recorde das exportações reforça a relevância do comércio exterior para o crescimento econômico, a geração de divisas e o fortalecimento das contas externas.

Com superávit comercial em expansão, maior ingresso de investimentos estrangeiros e redução do déficit em transações correntes, o Brasil inicia o segundo semestre com indicadores externos mais sólidos, embora continue acompanhando os impactos do cenário internacional, da demanda global e das oscilações cambiais sobre o desempenho das exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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