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Logística e Transporte

CLI amplia em até 30% embarque de grãos com novo shiploader no Porto de Santos

Equipamento eleva capacidade de carregamento para 7,5 mil toneladas por hora e integra plano de R$ 800 milhões para modernizar a logística de grãos e açúcar até 2028


Publicado em: 21/08/2026 às 08:30hs

CLI amplia em até 30% embarque de grãos com novo shiploader no Porto de Santos

A CLI (Corredor Logística e Infraestrutura S.A.) iniciou a operação de um novo shiploader no terminal de granéis da CLI Sul, localizado no Porto de Santos. O equipamento amplia em até 30% a capacidade de embarque de grãos e representa uma nova etapa do projeto de modernização da estrutura portuária.

Com a entrada em funcionamento da tecnologia, a taxa total de carregamento de grãos e açúcar aumenta de 6,5 mil para 7,5 mil toneladas por hora, crescimento de aproximadamente 15%. Considerando apenas as operações com grãos, o ganho de capacidade se aproxima de 30%.

O avanço permite acelerar o carregamento dos navios, reduzir o tempo das operações e ampliar a eficiência no escoamento da produção agrícola brasileira pelo principal complexo portuário do país.

Novo shiploader aumenta eficiência no Porto de Santos

Desenvolvido para operar com maior velocidade, precisão e segurança, o novo shiploader fortalece a capacidade logística da CLI e contribui para elevar o desempenho das exportações de commodities agrícolas.

O equipamento faz parte da modernização do terminal de granéis da CLI Sul e deverá proporcionar ganhos em diferentes etapas da operação, desde a movimentação interna dos produtos até o carregamento final das embarcações.

A ampliação ocorre em um momento no qual o crescimento das safras brasileiras exige investimentos contínuos em armazenagem, transporte e infraestrutura portuária. Gargalos nesses setores podem elevar custos e comprometer a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional.

CLI investirá R$ 800 milhões em modernização até 2028

A implantação do shiploader integra um plano de investimentos de R$ 800 milhões previsto até 2028. O programa contempla a expansão da capacidade operacional, a incorporação de novas tecnologias e a adoção de processos mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

Entre os projetos previstos estão:

  • Construção de um novo armazém;
  • Implantação de um parque de moegas rodoviárias;
  • Capacidade para receber até 750 caminhões por dia;
  • Estrutura para armazenar 100 mil toneladas de grãos ou açúcar;
  • Instalação de novas esteiras transportadoras;
  • Adoção de tecnologias para reduzir partículas suspensas;
  • Menor consumo de água e energia nas operações.

Com a conclusão dos investimentos, a capacidade de escoamento deverá crescer 25%, passando de 16 milhões para 20 milhões de toneladas.

Novo centro amplia controle das operações

Outra entrega do programa de modernização foi o Centro de Controle Operacional e Apoio (CCOA), concluído no primeiro semestre de 2026.

A estrutura reúne equipes em um ambiente integrado, com automação avançada e acompanhamento das operações em tempo real. O objetivo é aumentar a velocidade de resposta, melhorar a tomada de decisões e reduzir riscos durante a movimentação das cargas.

A centralização das informações também deverá favorecer a produtividade e a segurança, especialmente em períodos de maior fluxo de caminhões, trens e navios.

CLI amplia participação na logística do agronegócio

Os terminais operados pela companhia possuem participação relevante no escoamento da produção agropecuária brasileira. Em 2025, a CLI Sul respondeu por 25% de todo o açúcar embarcado pelo Brasil.

No mesmo ano, a CLI Norte foi responsável por 28% da movimentação recorde registrada pelo Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram).

Os números destacam a importância da empresa na logística de exportação de produtos agrícolas e sua capacidade de atender às demandas das cadeias de grãos e açúcar em diferentes regiões do país.

Investimento fortalece competitividade das exportações brasileiras

A entrada em operação do novo shiploader reforça a posição do Porto de Santos como estrutura estratégica para o comércio exterior brasileiro. O aumento da capacidade de carregamento tende a reduzir o tempo de permanência dos navios e melhorar a previsibilidade das operações.

Ao combinar expansão, automação e redução do impacto ambiental, o projeto também acompanha a demanda internacional por cadeias logísticas mais eficientes e sustentáveis.

Para o agronegócio, os investimentos representam maior capacidade de escoamento, redução de gargalos e melhores condições para atender ao crescimento das exportações brasileiras de grãos e açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

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