Exportação de milho do Brasil pode atingir 5,63 milhões de toneladas em agosto, prevê Anec
Entidade elevou em 460 mil toneladas a projeção semanal para os embarques do cereal, enquanto reduziu a estimativa das exportações brasileiras de soja
Publicado em: 20/08/2026 às 18:00hs
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a estimativa para as exportações brasileiras de milho em agosto. A nova projeção indica embarques de 5,63 milhões de toneladas, ante 5,17 milhões de toneladas calculadas na semana anterior.
A revisão representa um acréscimo de aproximadamente 460 mil toneladas, ou 8,9%, e sinaliza melhora no ritmo esperado dos embarques brasileiros do cereal ao longo do mês.
Exportação de milho deve recuar na comparação anual
Apesar do ajuste positivo, o volume projetado permanece abaixo do registrado em agosto de 2025, quando o Brasil exportou cerca de 7,34 milhões de toneladas de milho.
Caso a estimativa atual seja confirmada, os embarques apresentarão queda aproximada de 23,3% na comparação anual, equivalente a uma redução de 1,71 milhão de toneladas.
A diferença reforça o desempenho mais moderado das exportações brasileiras de milho neste início do segundo semestre, mesmo com o avanço da colheita da segunda safra e a ampliação da disponibilidade interna.
Anec reduz previsão para exportação de soja
No mercado da soja, a Anec revisou para baixo a projeção dos embarques brasileiros em agosto. A nova estimativa aponta exportações de 10,56 milhões de toneladas, frente às 10,88 milhões de toneladas previstas na semana anterior.
A redução foi de aproximadamente 320 mil toneladas, ou 2,9%. Ainda assim, o volume mantém a soja como principal produto da pauta de exportações do agronegócio brasileiro no período.
Embarques de farelo de soja permanecem estáveis
Para o farelo de soja, a projeção apresentou pouca alteração. A Anec estima que o Brasil exporte 2,52 milhões de toneladas em agosto, praticamente em linha com as 2,53 milhões de toneladas calculadas na semana anterior.
As estimativas podem sofrer novas revisões conforme o ritmo dos embarques nos portos, a programação dos navios, as condições climáticas e o desempenho da demanda internacional ao longo do mês.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias