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BASF eleva projeção de lucro para 2026 após forte desempenho no segundo trimestre e avanço da reestruturação global

Multinacional química supera expectativas do mercado, aumenta previsão de EBITDA para 2026 e registra crescimento expressivo em vendas, lucro e margens operacionais


Publicado em: 06/08/2026 às 14:30hs

BASF eleva projeção de lucro para 2026 após forte desempenho no segundo trimestre e avanço da reestruturação global

A BASF revisou para cima suas projeções financeiras para 2026 após apresentar um desempenho acima das expectativas no segundo trimestre do ano. Impulsionada pela recuperação das margens, aumento dos preços, crescimento dos volumes de vendas e avanço de seu plano global de reestruturação, a companhia registrou resultados robustos e fortaleceu sua estratégia de crescimento sustentável.

O destaque do período foi o EBITDA antes de itens especiais, que atingiu 2,4 bilhões de euros, superando significativamente as estimativas do mercado e levando a empresa a elevar sua projeção anual de resultados.

Segundo o CEO da BASF, Markus Kamieth, a companhia consolidou sua posição competitiva em praticamente todos os segmentos de negócios.

"Fortalecemos ainda mais nossa posição de mercado e alcançamos avanços importantes em nossa reestruturação e otimização do portfólio", afirmou o executivo.

BASF registra crescimento de vendas de 16% no segundo trimestre

As vendas do Grupo BASF alcançaram 17,2 bilhões de euros entre abril e junho de 2026, representando aumento de aproximadamente 2,4 bilhões de euros em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho foi impulsionado principalmente por:

  • aumento de 11,5% nos preços;
  • crescimento de 7,3% nos volumes vendidos;
  • recuperação das margens operacionais;
  • maior demanda em diversos mercados industriais.

Os maiores ganhos ocorreram nos segmentos de:

  • Produtos Químicos;
  • Materiais;
  • Soluções Industriais;
  • Tecnologias para processos industriais.

Já as áreas de Soluções Agrícolas e Nutrição & Cuidados apresentaram redução de preços, parcialmente compensada pelo avanço dos volumes comercializados.

EBITDA cresce mais de 50% e supera expectativas

O EBITDA antes de itens especiais aumentou 854 milhões de euros, atingindo 2,4 bilhões de euros, resultado considerado muito acima das projeções dos analistas.

O crescimento foi sustentado principalmente por:

  • melhora das margens de contribuição;
  • recuperação da demanda industrial;
  • maior eficiência operacional;
  • redução gradual dos custos.

O EBITDA totalizou 2,0 bilhões de euros, mesmo após contabilizar 484 milhões de euros em despesas extraordinárias, relacionadas principalmente à reestruturação da unidade de Ludwigshafen e à implantação de novos sistemas ERP.

Lucro líquido dispara com venda do negócio de Coatings

O lucro líquido da BASF apresentou um salto expressivo no trimestre.

Os principais indicadores foram:

  • EBIT: 937 milhões de euros;
  • Lucro antes dos impostos: 780 milhões de euros;
  • Lucro após impostos: 4,2 bilhões de euros;
  • Lucro líquido: 4,1 bilhões de euros.

Grande parte desse avanço decorreu do ganho contábil de 3,5 bilhões de euros, obtido com a venda da divisão global de Coatings (Tintas) para a Carlyle.

Fluxo de caixa sofre impacto do aumento dos estoques

Apesar dos resultados operacionais positivos, o fluxo de caixa operacional foi pressionado pelo crescimento do capital de giro.

Entre os principais fatores estiveram:

  • aumento dos estoques devido à valorização das matérias-primas;
  • crescimento das contas a receber;
  • maior necessidade de capital operacional.

O fluxo de caixa operacional ficou em 524 milhões de euros, enquanto o fluxo de caixa livre foi negativo em 189 milhões de euros no trimestre.

Por outro lado, o fluxo de caixa de investimentos alcançou 5,5 bilhões de euros, impulsionado pela entrada de recursos provenientes da venda da divisão de Coatings e da alienação de participações na Harbour Energy.

Primeiro semestre confirma recuperação da BASF

No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, a BASF também apresentou evolução consistente.

Os principais indicadores do semestre foram:

  • vendas de 33,2 bilhões de euros;
  • crescimento de 5,7% nos volumes;
  • aumento de 4,8% nos preços;
  • EBITDA antes de itens especiais de 4,8 bilhões de euros;
  • EBIT de 2,2 bilhões de euros;
  • lucro líquido de 5,1 bilhões de euros.

A venda do negócio de Coatings foi novamente um dos principais fatores responsáveis pela forte expansão do resultado líquido da companhia.

Estratégia "Winning Ways" acelera transformação da empresa

A BASF informou que continua avançando na execução da estratégia global Winning Ways, lançada em fevereiro de 2026.

Segundo Markus Kamieth, a companhia vem implementando uma ampla transformação operacional baseada em:

  • redução de custos;
  • simplificação da estrutura organizacional;
  • aumento da eficiência industrial;
  • otimização do portfólio;
  • redução dos investimentos (Capex);
  • maior utilização da capacidade instalada.

Entre janeiro de 2024 e junho de 2026, a BASF reduziu aproximadamente 7 mil postos de trabalho em sua estrutura global.

Na unidade de Ludwigshafen, considerada o maior complexo químico integrado da empresa, o número de funcionários ficou abaixo de 30 mil pela primeira vez desde 1954.

Além disso, a participação das plantas classificadas como altamente competitivas aumentou de 78% para 88%, reforçando o objetivo de recuperar a rentabilidade da operação europeia.

BASF aumenta previsão de EBITDA para 2026

Diante do desempenho acima do esperado, a companhia elevou sua projeção para o EBITDA antes de itens especiais em 2026.

A nova estimativa passou para:

  • entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de euros.
  • Anteriormente, a previsão variava entre 6,2 bilhões e 7 bilhões de euros.
  • As demais projeções foram mantidas:
  • fluxo de caixa livre entre 1,5 bilhão e 2,3 bilhões de euros;
  • emissões de CO₂ entre 17,2 milhões e 18,2 milhões de toneladas.
Cenário econômico global continua desafiador

Mesmo revisando positivamente seus resultados, a BASF ajustou algumas premissas macroeconômicas para 2026.

A companhia agora projeta:

  • crescimento do PIB mundial de 2,5%;
  • expansão da produção industrial de 2,0%;
  • crescimento da indústria química de 1,8%;
  • câmbio médio de US$ 1,17 por euro;
  • preço médio do petróleo Brent em US$ 80 por barril.

Segundo a empresa, a melhora operacional observada no primeiro semestre demonstra que sua estratégia de reestruturação começa a produzir resultados consistentes, mesmo diante de um ambiente global marcado por custos elevados, instabilidade geopolítica e desafios para a indústria química mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

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