Como o marketing e a reputação conectam as empresas ao produtor rural?
O Portal do Agronegócio conversou, em exclusividade, com Rodrigo Capella, diretor da Ação Estratégica, agência de assessoria de imprensa, comunicação e marketing para o agronegócio
Publicado em: 30/10/2026 às 09:32hs
Rodrigo Capella: Criador do Índice Capella de Marketing Agro e um dos maiores especialistas em marketing e comunicação do agronegócio no Brasil
Por: Fred Wakin
Em um cenário onde a inovação tecnológica no campo avança em ritmo acelerado, a forma como as marcas se comunicam com o produtor rural tornou-se o principal divisor de águas para o sucesso nos negócios. Para entender essa dinâmica profunda, o Portal do Agronegócio conversou com Rodrigo Capella, criador do Índice Capella de Marketing Agro e um dos maiores especialistas em marketing e comunicação do agronegócio no Brasil.
Capella concilia sua reconhecida atuação nacional como palestrante do agronegócio com o comando da Ação Estratégica, agência que se tornou referência de mercado em assessoria de imprensa para agronegócio, marketing e comunicação.
Nesta entrevista exclusiva, Capella traz uma visão prática sobre os pilares que sustentam o crescimento das marcas do agronegócio, abordando temas centrais como as novas fronteiras do marketing no agronegócio, o impacto dos treinamentos e palestras corporativas, e a gestão de reputação e credibilidade. Acompanhe:
Capella, o mercado agropecuário mudou drasticamente nos últimos anos. Quais as suas dicas de marketing para as empresas que querem ter melhores resultados?
Rodrigo Capella: O mercado mudou porque o perfil de quem decide no campo também mudou. Minha principal dica é que as empresas parem de fazer um marketing genérico. Hoje, é preciso utilizar dados para desenvolver uma hiper-segmentação e uma intensa geração de valor real antes da venda. As empresas devem compreender quais são as dores regionais e usar informações e inteligência artificial para criar campanhas preditivas. Outro ponto vital é o alinhamento entre o digital e o campo: o marketing precisa dar suporte direto à jornada do cliente, gerando conexões autênticas que respeitem o tempo e a realidade do produtor rural.
Muitas empresas do agro ainda têm dúvidas sobre como impactar o produtor rural moderno. Na sua visão, como o marketing e a reputação podem conectar as empresas ao produtor rural?
Rodrigo Capella: O produtor moderno não compra uma especificação técnica ou um software; ele adquiri a possibilidade de aumentar a produtividade. As empresas devem focar em narrativas de prova social — como cases reais de sucesso e demonstrações práticas de ROI. Quando aproximamos a alta tecnologia da linguagem do dia a dia do produtor, nós aceleramos a adoção de boas práticas que desenvolvem o setor como um todo.
Capella, você percorre o país levando conhecimento para empresas, universidades, cooperativas e corporações. Quais são os temas mais urgentes debatidos nas suas apresentações como palestrante do agronegócio?
Rodrigo Capella: Como palestrante do agronegócio, eu abordo cinco temas centrais: 1) inovação, 2) tecnologia, 3) sustentabilidade, 4) vendas e 5) marketing no agronegócio. Há uma urgência muito grande em entender como engajar a nova geração de produtores rurais e como preparar as equipes comerciais para um mercado muito mais exigente e conectado. Discuto intensamente como construir marcas fortes e resilientes no campo. Levar essas reflexões para cooperativas e empresas é a minha forma de contribuir para a tomada de decisão assertiva no agronegócio.
Como as suas palestras e workshops ajudam a transformar a comunicação técnica do agro em vendas de alto impacto?
Rodrigo Capella: Nas minhas palestras e workshops práticos, eu treino os profissionais para que eles desenvolvam uma comunicação consultiva. Mostro como transformar dados agronômicos complexos em argumentos de valor, focados nos benefícios financeiros e operacionais para o produtor. Quando a equipe comercial aprende a ouvir as reais necessidades do campo e a se comunicar com empatia e autoridade, as vendas de alto impacto acontecem naturalmente.
A reputação no campo é um dos ativos mais valiosos para uma marca. Como uma empresa do agro pode incrementar a sua credibilidade?
Rodrigo Capella: Credibilidade no campo não se constrói do dia para a noite; ela é fruto de consistência, presença e transparência. A empresa precisa ter uma voz ativa e relevante nos canais em que o produtor confia. É essencial, por exemplo, contar com uma estrutura profissional de relacionamento com a mídia. É exatamente esse o papel que desempenhamos na Ação Estratégica, atuando como uma assessoria de imprensa para agronegócio de alta performance. Nós ajudamos as marcas a se posicionarem como fontes de informação confiáveis para o mercado.
Olhando para o futuro, as transformações tecnológicas no campo ocorrem em um ritmo acelerado. Na sua visão, quais serão os principais pilares que vão sustentar a comunicação e as estratégias de marketing no agronegócio nos próximos cinco anos?
Rodrigo Capella: Vejo que as estratégias de marketing no agronegócio e a comunicação corporativa serão sustentadas por três pilares centrais: 1) Personalização baseada em dados (Data-Driven), 2) Humanização das marcas por meio de conteúdos autênticos e 3) Gestão multicanal da reputação. O agro precisa se comunicar de forma integrada, do campo à mesa do consumidor final. Outro ponto fundamental é intensificar o marketing híbrido, que une ações digitais e ações físicas. De acordo com o Índice Capella de Marketing Agro, 52% das empresas do agro já priorizam o marketing híbrido.
Capella, para encerrarmos, o agronegócio é movido por paixão, resiliência e constante evolução. Diante de tudo o que conversamos, qual é o principal legado que você busca deixar para o setor por meio das suas palestras, dos seus artigos e da atuação da Ação Estratégica?
Rodrigo Capella: Meu propósito é fortalecer o agronegócio, por meio de diversas ações, que incluem a divulgação de notícias positivas, o compartilhamento de orientações sobre marketing no agronegócio e o projeto Alertas do Agronegócio, que leva demandas de produtores e empresas para deputados e senadores. Espero que, como legado, eu consiga ajudar o nosso agronegócio a ser cada vez mais valorizado.
Fonte: Portal do Agronegócio
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