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FenaBio debate futuro da bioenergia no Brasil com foco em biogás, SAF, etanol e transição energética

Conferência da Fenasucro & Agrocana reúne especialistas, empresas e lideranças do setor para discutir novas tecnologias, investimentos e oportunidades para a matriz energética renovável brasileira


Publicado em: 07/08/2026 às 13:00hs

FenaBio debate futuro da bioenergia no Brasil com foco em biogás, SAF, etanol e transição energética

Os principais caminhos para o avanço da bioenergia no Brasil estarão no centro dos debates da FenaBio, conferência que será realizada nos dias 12 e 13 de agosto, durante a 32ª Fenasucro & Agrocana. O encontro reunirá representantes da indústria, pesquisa, mercado financeiro e setor produtivo para discutir inovação, novos combustíveis renováveis e os desafios da transição energética.

A programação contará com painéis sobre biogás, combustível sustentável de aviação (SAF), etanol, bioeletricidade, biocombustíveis para transporte marítimo, mobilidade sustentável, geopolítica e financiamento de projetos de baixa emissão de carbono.

Em um cenário global de busca por segurança energética e redução das emissões, a conferência pretende ampliar o debate sobre como o Brasil pode aproveitar seus recursos naturais e sua capacidade produtiva para consolidar uma posição estratégica no mercado internacional de energia renovável.

Biogás ganha destaque como alternativa para transição energética

Um dos principais temas da FenaBio será o avanço do biogás, considerado uma das tecnologias com maior potencial de expansão dentro da economia de baixo carbono.

O painel “Biogás 1: perspectivas para expansão” reunirá Newton Duarte, da Cogen, e Rafael Gonzalez, da Necta, para discutir os desafios regulatórios, investimentos necessários e oportunidades para ampliar a produção do combustível renovável a partir do aproveitamento de resíduos agrícolas, industriais e urbanos.

Na sequência, o painel “Biogás 2: impulsionando a transição energética” contará com Yuri Schmitke, presidente-executivo da Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN); Erik Trench Alcântara Santos, da Ultragaz; e Lytton Medrado, da Bazico Tecnologia.

O debate abordará o papel do biogás na substituição de combustíveis fósseis, na geração distribuída de energia e na diversificação da matriz energética brasileira.

Brasil busca protagonismo no mercado de combustível sustentável de aviação

Outro destaque da programação será o debate sobre o SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável de aviação que vem ganhando espaço nas estratégias globais de descarbonização do transporte aéreo.

O painel “SAF: viabilizando o potencial de liderança do Brasil” contará com José Magalhães Fernandes, presidente e CEO da Honeywell Technologies para a América Latina, e Gilberto Peralta, presidente da Airbus Brasil.

A discussão abordará as principais rotas tecnológicas para produção do SAF, a estruturação da cadeia de fornecedores e as oportunidades para o Brasil ampliar sua participação nesse mercado.

Biocombustíveis avançam também no transporte marítimo

A conferência também discutirá o potencial dos biocombustíveis para navegação, com o painel dedicado aos chamados biobunkers.

Participam do debate Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio, e Henrique Araujo, diretor de Relações Institucionais da Copersucar.

Entre os temas estarão a segurança de abastecimento, inovação tecnológica e oportunidades para ampliar o uso de combustíveis renováveis no transporte marítimo internacional.

Bioeletricidade e desafios do sistema elétrico brasileiro

A expansão da bioeletricidade será outro tema estratégico da FenaBio.

O painel “Bioenergia e desafios para a bioeletricidade” reunirá Zilmar de Souza, da UNICA; Maycon Silva e Murilo Sgobbi Teixeira, da Siemens Energy; Erick Rocha, da Ecogen Brasil; e Thiago Natacci, da Tria Energia.

Os especialistas irão discutir os desafios técnicos e regulatórios para ampliar a participação da biomassa na geração elétrica brasileira, além das oportunidades de integração entre produção agrícola e geração de energia.

Mobilidade sustentável combina eletrificação e biocombustíveis

A relação entre veículos elétricos, híbridos flex e biocombustíveis também estará na pauta do evento.

O painel sobre o futuro da mobilidade contará com João Irineu Medeiros, vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis, e Alexandre Baldy, vice-presidente da BYD do Brasil.

O debate deverá abordar como diferentes tecnologias podem coexistir na redução das emissões do setor de transportes, considerando as características da matriz energética brasileira.

Etanol de cana e milho ampliam oportunidades no mercado brasileiro

A complementaridade entre diferentes matérias-primas para produção de etanol será analisada no painel “Cana e milho: complementares ou rivais?”.

O encontro contará com André Rocha, da Associação dos Produtores de Açúcar e Etanol de Goiás, e Amaury Pekelmann, presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM).

Entre os temas estão disponibilidade de matéria-prima, logística, uso da terra, sazonalidade produtiva e integração entre as cadeias de etanol de cana-de-açúcar e milho.

Geopolítica e investimentos influenciam futuro da bioenergia

As mudanças no cenário internacional também terão espaço na programação da FenaBio.

O painel “Geopolítica, conflitos e consequências para as bioenergias” será conduzido por Marcos Fava Neves, professor da USP e especialista em agronegócio.

A discussão envolverá os impactos das disputas comerciais, oscilações das commodities, reorganização das cadeias globais e estratégias de segurança energética.

Outro debate reunirá Joaquim Levy, diretor de Estratégia Econômica e Relações com o Mercado do Banco Safra, e Roberto Dumas Damas, estrategista econômico da Sicoob Cocred, para analisar financiamento, riscos, investimentos e competitividade dos projetos de energia renovável.

FenaBio reforça papel estratégico do Brasil na transição energética

Para Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, a integração entre diferentes setores é fundamental para acelerar o desenvolvimento da bioenergia no país.

“A FenaBio aproxima diferentes áreas que precisam atuar de forma coordenada na transição energética. Ao reunir indústria, ciência, mercado financeiro e setor produtivo, criamos um ambiente para discutir soluções tecnicamente viáveis, competitivas e capazes de avançar em escala.”

Com uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo, o Brasil busca ampliar sua participação nos mercados globais de energia limpa, e a bioenergia surge como um dos principais pilares para gerar inovação, investimentos e novas oportunidades econômicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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