Publicado em: 24/03/2026 às 19:00hs
Os preços do diesel continuam em trajetória de alta nos postos brasileiros, impulsionados por fatores externos e reajustes recentes no mercado interno. Levantamento da Edenred Mobilidade, com base no Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), aponta avanço superior a 6% apenas na segunda quinzena de março.
Entre a segunda e a terceira semana de março, o diesel apresentou aumentos expressivos em todo o país:
Os dados refletem o repasse gradual dos reajustes ao consumidor final, movimento típico da cadeia de combustíveis.
As altas ocorrem após o reajuste promovido pela Petrobras, em vigor desde 14 de março, além da influência do cenário internacional, marcado pela volatilidade nos preços do petróleo em meio a tensões no Oriente Médio.
Outro fator relevante foi a decisão do governo federal de zerar PIS e Cofins sobre o diesel importado, medida que busca amenizar pressões, mas que ainda não foi suficiente para conter a alta nas bombas.
Outros combustíveis também registraram elevação no período, embora com menor intensidade:
O movimento indica que, apesar da pressão generalizada, o diesel segue como principal vetor de alta no setor.
Desde o fim de fevereiro, quando houve intensificação dos conflitos no Oriente Médio, o diesel acumula aumentos expressivos:
O ritmo acelerado de valorização reforça o impacto direto das condições externas e dos ajustes internos sobre os preços.
Segundo análise da Edenred Mobilidade, o comportamento atual segue a dinâmica esperada do setor, em que os reajustes nas refinarias levam alguns dias para serem totalmente refletidos nos postos.
De acordo com o diretor de Unidades de Negócio da empresa, Vinicios Fernandes, o diesel ganha força na segunda quinzena de março, refletindo um ambiente ainda pressionado.
O atual patamar de preços indica um momento de maior pressão para o diesel, com variáveis ainda indefinidas. A evolução nas próximas semanas dependerá do cenário internacional, especialmente do comportamento do petróleo, e de possíveis ajustes no mercado doméstico.
Para setores como o agronegócio e o transporte, o avanço do diesel representa aumento direto nos custos logísticos, podendo impactar preços ao longo de toda a cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
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