Mapa publica Anuário do Vinho 2026 com dados da produção e mercado brasileiro
Publicação reúne informações de 2025 sobre vinícolas, registros de produtos, produção, empregos e comércio exterior da cadeia vitivinícola nacional
Publicado em: 24/09/2026 às 09:30hs
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou o Anuário do Vinho 2026, primeira edição específica da publicação dedicada à cadeia produtiva do vinho no Brasil. O documento reúne informações referentes a 2025 e apresenta um panorama sobre estabelecimentos registrados, produtos, produção, geração de empregos e comércio exterior.
A publicação foi estruturada como fonte de consulta para produtores, pesquisadores, instituições públicas e demais profissionais interessados no acompanhamento do setor vitivinícola brasileiro.
Brasil tinha 965 vinícolas registradas em 2025
De acordo com os dados apresentados pelo Mapa, o Brasil contava com 965 vinícolas registradas no Ministério em 2025. Esses estabelecimentos estavam distribuídos por 327 municípios.
O Rio Grande do Sul concentrava a maior parcela, com 600 vinícolas registradas. Na sequência apareciam:
- Santa Catarina: 102 estabelecimentos;
- São Paulo: 86 estabelecimentos.
A concentração regional evidencia a relevância dos estados do Sul na estrutura formal da produção vitivinícola brasileira, embora a atividade também esteja presente em outras regiões do país.
Mais de 16 mil vinhos registrados no Brasil
O anuário também apresenta informações sobre os produtos registrados no país.
Segundo dados do Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), havia 16.258 vinhos registrados no Brasil em 2025.
O Rio Grande do Sul novamente liderava o levantamento, com 10.855 registros, seguido por:
- Santa Catarina: 1.898 registros;
- São Paulo: 1.413 registros.
Os números oferecem um retrato da dimensão do mercado formal de produtos vitivinícolas registrados junto ao Ministério da Agricultura.
Produção de vinho supera 300 milhões de litros
A produção declarada de vinho também aparece entre os principais indicadores da publicação.
Em 2025, o volume produzido no país ultrapassou 300 milhões de litros, enquanto a atividade vitivinícola registrou 7.361 empregos diretos.
Os dados permitem acompanhar não apenas a dimensão produtiva do segmento, mas também sua participação na geração de postos de trabalho vinculados à cadeia do vinho.
Importações superam exportações em volume
O comércio exterior é outro componente apresentado pelo Anuário do Vinho 2026.
Em 2025, o Brasil exportou 7,35 milhões de litros de vinho. No mesmo período, as importações alcançaram 165,66 milhões de litros.
Os números mostram uma diferença significativa entre os volumes comercializados pelo Brasil no mercado internacional, com as importações representando uma parcela muito superior às exportações em termos de volume.
Anuário do Vinho passa a integrar publicações do Mapa
A edição de 2026 representa um novo levantamento específico do Mapa sobre a cadeia produtiva do vinho.
A publicação passa a integrar o conjunto de anuários e materiais estatísticos utilizados pelo Ministério para organizar informações de diferentes segmentos do setor de bebidas. Entre as cadeias que também contam com levantamentos estão cerveja, cachaça e bebidas não alcoólicas.
A disponibilização dos dados amplia a base de informações públicas sobre o setor vitivinícola brasileiro e pode contribuir para análises de mercado, pesquisas, planejamento produtivo e acompanhamento das atividades reguladas pelo Ministério.
Dados ajudam a acompanhar evolução do setor vitivinícola
Com informações sobre vinícolas, produtos registrados, produção, empregos e comércio exterior, o Anuário do Vinho 2026 reúne indicadores que permitem acompanhar diferentes dimensões da cadeia produtiva.
Para produtores e empresas do setor, a publicação oferece uma referência sobre a estrutura formal da atividade no país. Para pesquisadores e instituições, os dados podem servir como base para estudos e análises sobre o mercado brasileiro de vinhos.
A primeira edição específica do anuário também estabelece uma referência para o acompanhamento dos indicadores da cadeia vitivinícola nas próximas edições.
Fonte: Portal do Agronegócio
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