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Análise de Mercado

Exportações do agro devem atingir 18,7 milhões de toneladas em agosto, com soja em alta e milho em queda

Projeção da Anec indica crescimento dos embarques de soja, farelo e sorgo, enquanto exportações brasileiras de milho devem recuar quase 26% na comparação anual


Publicado em: 26/08/2026 às 10:50hs

Exportações do agro devem atingir 18,7 milhões de toneladas em agosto, com soja em alta e milho em queda

As exportações brasileiras de soja, milho, farelo de soja, sorgo, trigo e DDGS devem alcançar 18,67 milhões de toneladas em agosto de 2026. A estimativa faz parte do levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), elaborado com base na programação dos navios nos portos do País.

Se confirmado, o volume representará crescimento de 6,8% em relação às 17,48 milhões de toneladas movimentadas no mesmo mês de 2025. O desempenho, entretanto, será marcado por trajetórias distintas entre os principais produtos da pauta agrícola brasileira.

Enquanto soja e farelo apresentam avanço expressivo, os embarques de milho permanecem abaixo do resultado observado há um ano.

Exportações de soja podem superar 10 milhões de toneladas em agosto

A soja deve liderar os embarques brasileiros em agosto, com volume estimado em 10,25 milhões de toneladas. A projeção indica aumento de 26,4% na comparação com as 8,11 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2025.

Entre janeiro e agosto, considerando a programação prevista para o restante do mês, as exportações brasileiras da oleaginosa podem atingir 94,87 milhões de toneladas. No mesmo intervalo do ano passado, o volume ficou próximo de 88,10 milhões de toneladas.

A China continua como principal destino da soja brasileira e concentrou 71% dos embarques realizados entre janeiro e julho de 2026. Na sequência aparecem Espanha, com 4%, além de Tailândia, Turquia e Irã, cada um com participação de 3%.

Paquistão, México e Vietnã responderam individualmente por 2% das exportações brasileiras no período.

Farelo de soja registra crescimento superior a 23%

As exportações de farelo de soja também devem apresentar desempenho positivo. A Anec projeta embarques de 2,50 milhões de toneladas em agosto, avanço de 23,6% diante das 2,02 milhões de toneladas registradas no mesmo mês de 2025.

No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil poderá exportar 17,76 milhões de toneladas de farelo, superando as aproximadamente 15,44 milhões de toneladas movimentadas no mesmo período do ano anterior.

A demanda pelo produto brasileiro está mais diversificada. A Indonésia liderou as compras entre janeiro e julho, com participação de 18%, seguida pela Tailândia, com 11%.

Holanda e França responderam por 10% cada, enquanto Espanha representou 7% e Polônia, 6%. Coreia do Sul, Alemanha, Eslovênia e Vietnã registraram participação individual de 5%.

Exportação de milho deve cair quase 26%

Em sentido contrário, os embarques de milho estão projetados em 5,45 milhões de toneladas para agosto. O volume representa queda de 25,7% em relação às 7,34 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2025.

Entre janeiro e agosto, as vendas externas brasileiras do cereal devem somar 14,56 milhões de toneladas. No mesmo intervalo do ano passado, os embarques ficaram próximos de 16,97 milhões de toneladas.

O Irã foi o principal comprador do milho brasileiro entre janeiro e julho de 2026, concentrando 30% das exportações. Egito e Vietnã aparecem em seguida, com 14% cada, enquanto a Arábia Saudita respondeu por 7%.

China, Marrocos e Argélia tiveram participação individual de 4%. Espanha, Bangladesh e República Dominicana ficaram com 3% cada.

Sorgo ganha espaço na pauta exportadora brasileira

O relatório da Anec também evidencia o avanço das exportações de sorgo. A programação para agosto indica embarques de 344,86 mil toneladas, além das 35,18 mil toneladas registradas em março.

Com isso, as exportações brasileiras de sorgo podem alcançar aproximadamente 380 mil toneladas no acumulado de 2026.

Somente entre 23 e 29 de agosto, a programação portuária prevê 135,94 mil toneladas do cereal, praticamente o dobro das 68,82 mil toneladas embarcadas na semana anterior.

Os carregamentos programados estão concentrados nos portos de Santos, com 68,83 mil toneladas, e Paranaguá, com 67,11 mil toneladas.

Programação semanal prevê 4,77 milhões de toneladas

Para a semana de 23 a 29 de agosto, a Anec projeta movimentação de aproximadamente 4,77 milhões de toneladas entre soja, farelo, milho e sorgo.

A soja deverá responder por 2,35 milhões de toneladas, crescimento de 10,6% frente às 2,12 milhões de toneladas embarcadas entre 16 e 22 de agosto.

Os embarques de farelo de soja estão previstos em 989,83 mil toneladas, avanço semanal de 49,2%. Já o milho deve recuar 6,1%, passando de 1,38 milhão para 1,29 milhão de toneladas.

Não há carregamentos de trigo ou DDGS previstos na programação da semana analisada.

Santos lidera embarques de soja, farelo e milho

O Porto de Santos aparece como principal ponto de saída dos produtos agrícolas na programação semanal. Estão previstos embarques de 580,20 mil toneladas de soja, 360,28 mil toneladas de farelo, 376,34 mil toneladas de milho e 68,83 mil toneladas de sorgo.

No caso da soja, também se destacam Rio Grande, com 405,06 mil toneladas; São Luís/Itaqui, com 341,26 mil toneladas; Paranaguá, com 326,18 mil toneladas; e Aratu/Cotegipe, com 250,40 mil toneladas.

Para o milho, além de Santos, os maiores volumes estão programados para Barcarena, com 267,12 mil toneladas; Santarém, com 161,41 mil toneladas; Itacoatiara, com 135,45 mil toneladas; e Paranaguá, com 133,60 mil toneladas.

Exportações acumuladas podem superar 129 milhões de toneladas

Considerando os embarques realizados e a programação prevista para agosto, o Brasil poderá acumular 129,33 milhões de toneladas exportadas dos produtos acompanhados pela Anec nos oito primeiros meses de 2026.

O resultado representa crescimento estimado de 9,2% sobre o mesmo período de 2025. A expansão é sustentada principalmente pela soja e pelo farelo de soja, que compensam a retração observada nas vendas externas de milho.

Os números de agosto ainda são estimativas baseadas na programação dos navios e podem sofrer alterações conforme mudanças nas escalas portuárias, condições climáticas e ritmo efetivo dos carregamentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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