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Análise de Mercado

Diesel S-10 chega a R$ 7,52 e acumula alta de 5% em dois meses; gasolina cai em 20 estados

Levantamento da ValeCard mostra aumento do diesel em 23 unidades federativas em outubro; etanol sobe na média nacional, mas ganha competitividade em parte do país


Publicado em: 03/11/2026 às 11:25hs

Diesel S-10 chega a R$ 7,52 e acumula alta de 5% em dois meses; gasolina cai em 20 estados

O diesel S-10 ficou 2,55% mais caro em outubro, atingindo o preço médio nacional de R$ 7,520 por litro e acumulando alta de aproximadamente 5% em dois meses. Na direção oposta, a gasolina recuou 0,29%, enquanto o etanol avançou 0,52%, segundo levantamento da ValeCard.

A pesquisa considera transações realizadas entre 1º e 26 de outubro de 2026, em mais de 25 mil postos credenciados no Brasil. Os resultados mostram diferenças expressivas entre estados e combustíveis, com pressão mais disseminada sobre o diesel.

O encarecimento do combustível exige atenção no agronegócio, que utiliza diesel nas operações mecanizadas e no transporte de insumos e da produção.

Diesel sobe em 23 unidades federativas

O preço médio do diesel S-10 passou de R$ 7,333 em setembro para R$ 7,520 em outubro, acréscimo de R$ 0,187 por litro.

Das 27 unidades federativas, 23 registraram aumento. Em 22, o combustível acumulou dois meses consecutivos de valorização. Além disso, em 19 mercados, a alta percentual de outubro superou a observada em setembro.

Apenas Acre, Amazonas, Amapá e Bahia apresentaram redução, revertendo os aumentos do mês anterior.

Segundo Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, o avanço do diesel permaneceu disseminado e ganhou intensidade na média nacional. Na avaliação do executivo, as condições regionais de oferta e demanda ajudam a explicar as diferenças de comportamento dos preços.

Centro-Oeste concentra maiores aumentos do diesel

Goiás liderou a alta nacional do diesel S-10 em outubro. O preço passou de R$ 7,152 para R$ 7,473 por litro, avanço de 4,49%.

Mato Grosso registrou a segunda maior elevação do país, de 3,88%, com o litro chegando a R$ 7,909. No Distrito Federal, o aumento foi de 3,75%, para R$ 7,497, enquanto Mato Grosso do Sul apresentou alta de 3,63%, para R$ 7,631.

Nos quatro mercados do Centro-Oeste, o acréscimo superou R$ 0,26 por litro e foi percentualmente maior que o registrado em setembro.

No Sul, os preços também subiram nos três estados:

  • Rio Grande do Sul: alta de 3,82%, para R$ 6,979 por litro;
  • Santa Catarina: avanço de 3,72%, para R$ 7,309;
  • Paraná: aumento de 3,35%, para R$ 7,410.

Mesmo após as elevações, o Rio Grande do Sul manteve o menor preço médio nacional do diesel S-10.

Diesel também avança no Sudeste e em quase todo o Nordeste

No Sudeste, os quatro estados registraram aumentos superiores aos de setembro. São Paulo apresentou alta de 3,20%, com o litro a R$ 7,457, enquanto Minas Gerais avançou 2,83%, para R$ 7,473.

O Espírito Santo reverteu a queda do mês anterior e registrou aumento de 0,90%, para R$ 7,327. No Rio de Janeiro, a elevação foi de 0,74%, com média de R$ 7,244.

No Nordeste, oito dos nove estados tiveram alta. Pernambuco liderou o movimento regional, com avanço de 3,73%, para R$ 7,628. No Piauí, o combustível subiu 3,71%, atingindo R$ 8,177.

A Bahia foi a única exceção da região, com recuo de 0,77%, para R$ 7,796.

No Norte, o Amapá apresentou a maior redução nacional, de 1,23%, para R$ 8,231. Apesar da queda de 0,46%, o Acre manteve o diesel mais caro do levantamento, a R$ 8,278 por litro.

Gasolina fica mais barata em 20 estados

A gasolina passou de R$ 6,768 para R$ 6,748 por litro na média brasileira, redução de R$ 0,020. O número de unidades federativas com queda aumentou de 14 em setembro para 20 em outubro.

O Distrito Federal registrou a maior redução nacional: 2,37%, com o litro passando de R$ 6,808 para R$ 6,647. Em seguida apareceram Goiás, com queda de 2,04%, e Rio Grande do Norte, com recuo de 1,74%.

No Sudeste, todos os estados apresentaram redução. No Sul, a gasolina caiu no Paraná e no Rio Grande do Sul, enquanto Santa Catarina manteve estabilidade.

Entre as altas, Pernambuco e Bahia tiveram os maiores aumentos, de 0,91% e 0,63%, respectivamente.

O Rio Grande do Sul manteve a gasolina mais barata, a R$ 6,311 por litro. No outro extremo, Roraima apresentou a maior média, de R$ 8,159.

Etanol sobe na média nacional, apesar de cair em 18 estados

O preço médio do etanol avançou de R$ 4,338 para R$ 4,361 por litro, alta de 0,52%. Foi o segundo mês consecutivo de aumento na média nacional, embora 18 unidades federativas tenham registrado queda.

São Paulo apresentou a maior elevação percentual do país, de 2,24%, com o litro a R$ 4,053. Mesmo assim, o estado manteve o menor preço médio do biocombustível.

Mato Grosso teve a segunda maior alta, de 2,08%, para R$ 4,209. Também houve aumento em Mato Grosso do Sul e nos três estados do Sul.

No Nordeste, o etanol ficou mais barato em todos os estados. As maiores reduções ocorreram no Rio Grande do Norte, de 6,23%, e em Sergipe, de 5,82%, com preços de R$ 4,767 e R$ 4,968 por litro, respectivamente.

Etanol amplia competitividade frente à gasolina

Segundo a classificação apresentada pela ValeCard, o etanol passou a oferecer maior vantagem econômica em 21 unidades federativas, ante 17 em setembro.

O levantamento utiliza como referência a relação de preços próxima de 70%: abaixo desse patamar, o biocombustível tende a apresentar melhor custo-benefício. A vantagem efetiva depende do consumo de cada veículo e dos preços encontrados no abastecimento.

Roraima apresentou a relação mais favorável ao etanol, equivalente a 52,11% do preço da gasolina. Amapá, Mato Grosso, São Paulo e Goiás também se destacaram pela diferença entre os combustíveis.

Como algumas relações estaduais estão próximas do limite de referência, a comparação deve considerar os valores efetivamente cobrados nos postos, evitando que o arredondamento dos percentuais determine a escolha.

Para empresas e produtores rurais, acompanhar essas diferenças ajuda a planejar o abastecimento e dimensionar o peso dos combustíveis nos custos operacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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