Diesel cai, etanol registra menor preço desde 2024 e amplia vantagem para veículos flex no Brasil
Levantamento da Veloe/Fipe aponta queda nos preços dos combustíveis em julho, com destaque para o diesel S-10 e o etanol, que reforça sua competitividade frente à gasolina em grande parte do país.
Publicado em: 21/07/2026 às 11:25hs
Os preços dos combustíveis iniciaram julho em trajetória de queda no Brasil, trazendo alívio para consumidores e transportadores. De acordo com o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o diesel S-10 apresentou a maior redução entre os principais combustíveis na segunda semana do mês, enquanto o etanol hidratado atingiu o menor preço desde dezembro de 2024.
O movimento ocorre em meio ao processo de acomodação do mercado após meses de pressão provocada pela volatilidade internacional do petróleo, embora gasolina e diesel ainda permaneçam acima dos níveis registrados antes da escalada das tensões geopolíticas globais.
Diesel S-10 lidera queda dos combustíveis
Entre os combustíveis pesquisados, o diesel S-10 registrou o maior recuo no período. O preço médio nacional passou de R$ 7,04 para R$ 6,95 por litro, uma redução de R$ 0,09, equivalente a 1,35%.
Nas capitais brasileiras, entretanto, o movimento foi menos intenso. O preço médio caiu cerca de R$ 0,05 por litro, indicando que parte da redução observada nacionalmente ainda não foi totalmente repassada aos consumidores dos grandes centros urbanos.
Para o agronegócio, principal consumidor de diesel no transporte de cargas e nas operações mecanizadas, a redução representa um fator positivo para os custos logísticos, especialmente durante o período de escoamento da safra.
Etanol alcança menor preço desde dezembro de 2024
O etanol hidratado também manteve a trajetória de queda e alcançou seu menor valor desde a primeira semana de dezembro de 2024.
Na média nacional, o litro passou de R$ 4,21 para R$ 4,17, representando redução de R$ 0,04, ou 0,95%.
O comportamento reforça a competitividade do biocombustível justamente em um momento de maior oferta da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul, principal região produtora do país.
Gasolina também recua nas bombas
A gasolina comum apresentou queda mais moderada.
O preço médio nacional caiu de R$ 6,73 para R$ 6,70 por litro, redução de R$ 0,03, equivalente a 0,42%.
Apesar da sequência recente de baixas, os preços da gasolina e do diesel ainda permanecem acima dos patamares observados antes da forte valorização internacional do petróleo registrada nos últimos meses.
Etanol amplia vantagem para veículos flex
A redução do preço do etanol fortaleceu ainda mais sua competitividade frente à gasolina.
O chamado Indicador Flex, que compara o preço dos dois combustíveis, passou de 66,2% para 65,9%. Como o percentual permanece abaixo da referência de aproximadamente 70%, o etanol continua sendo economicamente mais vantajoso para abastecer veículos flex na média nacional.
Entre os estados onde o biocombustível apresenta melhor relação entre preço e rendimento destacam-se:
- Mato Grosso;
- São Paulo;
- Mato Grosso do Sul;
- Paraná;
- Goiás;
- Distrito Federal.
Nessas regiões, o etanol segue oferecendo maior economia aos consumidores.
Quedas variam entre os estados
A redução do etanol não ocorreu de forma homogênea em todo o país.
Os maiores recuos foram registrados em:
- Rio Grande do Norte: -R$ 0,21 por litro;
- Ceará: -R$ 0,10;
- Pará: -R$ 0,08;
- Pernambuco: -R$ 0,08;
- Espírito Santo: -R$ 0,07;
- São Paulo: -R$ 0,05.
Em sentido contrário, alguns estados apresentaram aumento nos preços:
- Amazonas: +R$ 0,24 por litro;
- Distrito Federal: +R$ 0,08;
- Maranhão: +R$ 0,04.
Mercado segue atento ao petróleo
Embora o início de julho seja marcado por preços mais baixos nas bombas, especialistas destacam que o mercado continua sensível às oscilações das cotações internacionais do petróleo e ao ritmo de repasse desses custos pelas distribuidoras.
Ainda assim, a combinação entre queda do diesel, redução da gasolina e maior competitividade do etanol representa um cenário mais favorável para consumidores, transportadores e também para diversos segmentos do agronegócio, que dependem diretamente dos combustíveis para produção, logística e distribuição.
Fonte: Portal do Agronegócio
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