Publicado em: 02/03/2026 às 07:30hs
Com o avanço da colheita da soja no interior paulista, os produtores entram em um período crítico do sistema cana-soja, que envolve decisões estratégicas sobre reforma de áreas, manejo da palhada e preparo para a próxima safra. Esse tema será destaque na Coplacampo 2026, evento que ocorre nesta semana em Piracicaba (SP).
A rotação entre cana-de-açúcar e soja é reconhecida como uma alternativa eficiente para melhorar a estrutura do solo, aumentar a produtividade e garantir sustentabilidade. Porém, exige planejamento técnico rigoroso, especialmente no intervalo entre colheita e plantio, quando o controle de plantas daninhas, soja tiguera e banco de sementes é determinante para o sucesso da próxima cultura.
O plantio sobre a palhada de cana demanda dessecação consistente e manejo estruturado para evitar falhas no estabelecimento das lavouras. Em um cenário de custos elevados, qualquer erro operacional impacta diretamente a rentabilidade por hectare.
O clima também tem papel decisivo nas escolhas do produtor. Segundo Bruno Silva, representante Técnico de Vendas da ADAMA,
“As oscilações climáticas aumentam o risco produtivo e exigem decisões técnicas imediatas nesse intervalo entre colheita e plantio. Proteger o potencial da lavoura em ambientes adversos é prioridade no sistema cana-soja.”
Variações hídricas e térmicas elevam a necessidade de estratégias robustas desde o preparo do solo até o manejo fitossanitário.
Programas integrados tornam-se essenciais para reduzir retrabalho e trazer previsibilidade ao custo por hectare. Tecnologias de formulação modernas aprimoram a deposição e o aproveitamento de ingredientes ativos, aumentando eficiência e segurança das aplicações.
Entre os avanços, destacam-se combinações equilibradas, microencapsulação e tecnologias em escala nano, que proporcionam resultados mais consistentes e menor impacto ambiental.
O uso de soluções biológicas cresce no sistema cana-soja, auxiliando no desenvolvimento fisiológico das plantas, aumentando a resiliência e complementando o manejo químico.
A integração entre tecnologias biológicas e químicas tem se mostrado estratégica para estabilidade produtiva e longevidade do modelo rotacionado, especialmente diante da variabilidade climática.
Durante a Coplacampo 2026, a ADAMA reforça sua atuação junto à Coplacana e cooperados, apresentando soluções alinhadas à realidade regional do sistema cana-soja.
Entre os produtos destacados estão os herbicidas Araddo®, Arreio® CANA, Jumbo® e Apresa®, voltados à dessecação consistente, controle eficiente pós-emergência e manejo pré-emergente, e o inseticida Gales®, indicado para controle de pragas da cana-de-açúcar ao longo de todo o ciclo.
Segundo Bruno Silva,
“Nosso objetivo é oferecer soluções que tragam eficiência operacional, simplicidade e previsibilidade. Combinando tecnologias de formulação avançada e biossoluções em programas integrados, ampliamos a estabilidade produtiva e apoiamos decisões mais seguras no campo.”
Fonte: Portal do Agronegócio
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