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Fruticultura e Horticultura

Exportações de frutas batem recorde em 2026 e Brasil caminha para superar US$ 1 bilhão em vendas externas

Superávit da balança comercial cresce no primeiro semestre, impulsionado por manga, limão, melão e avanço da produção nacional; setor mantém perspectivas positivas apesar dos riscos climáticos.


Publicado em: 21/07/2026 às 18:40hs

Exportações de frutas batem recorde em 2026 e Brasil caminha para superar US$ 1 bilhão em vendas externas

O agronegócio brasileiro voltou a registrar um desempenho histórico no comércio internacional de frutas. As exportações nacionais atingiram um novo recorde no primeiro semestre de 2026, elevando o superávit da balança comercial do setor ao maior nível para o período desde 2021. O avanço foi sustentado pelo aumento da oferta doméstica, pela forte demanda internacional e por uma janela comercial favorável para diversas frutas produzidas no país.

Entre janeiro e junho, o Brasil exportou US$ 709 milhões em frutas frescas, crescimento de 21% em relação ao mesmo período de 2025. As importações permaneceram praticamente estáveis, somando US$ 476 milhões, alta de aproximadamente 4%, o que garantiu um superávit comercial de US$ 232 milhões.

Manga lidera exportações e reforça protagonismo brasileiro

A manga manteve sua posição como principal fruta exportada pelo Brasil, gerando US$ 143 milhões em receita no primeiro semestre. O desempenho representa crescimento de 42% em valor e 38% em volume, consolidando o Vale do São Francisco, entre Bahia e Pernambuco, como um dos maiores polos exportadores do país.

Na sequência aparecem:

  • Limões e limas: US$ 105 milhões;
  • Melões: US$ 98 milhões;
  • Abacates: US$ 67 milhões;
  • Melancias: US$ 58 milhões;
  • Maçãs: US$ 44 milhões;
  • Mamões: US$ 41 milhões.
Abacate e maçã registram os maiores avanços

Entre os destaques do semestre, o abacate apresentou uma das maiores taxas de crescimento da pauta exportadora brasileira. A receita alcançou US$ 67 milhões, com expansão de 73%, enquanto o volume embarcado aumentou 93%, reflexo da expansão dos pomares nacionais e da crescente produção da variedade Hass voltada ao mercado internacional.

Outro destaque foi a maçã. Após problemas produtivos nas últimas safras, a recuperação da oferta elevou as exportações em 223% em receita e 225% em volume, alcançando US$ 44 milhões no período.

Europa segue como principal destino das frutas brasileiras

O mercado europeu permanece como o maior comprador das frutas brasileiras. Holanda, Reino Unido e Espanha lideram entre os principais destinos, enquanto Estados Unidos, Portugal, Argentina, Índia, Canadá, Arábia Saudita e Rússia também aparecem entre os maiores importadores da produção nacional.

A diversificação dos mercados continua sendo uma estratégia importante para ampliar a presença internacional da fruticultura brasileira.

Importações crescem pouco e permanecem concentradas em frutas de clima temperado

As importações brasileiras permaneceram concentradas em produtos cuja oferta nacional é limitada durante o ano. As peras lideraram a pauta importadora, somando US$ 101 milhões, seguidas por maçãs (US$ 72 milhões) e kiwis (US$ 44 milhões).

Mesmo com leve crescimento nas compras externas, algumas categorias apresentaram retração significativa. As importações de maçãs recuaram 18% em receita e 28% em volume, enquanto as de abacates caíram 86%, refletindo a recuperação da produção brasileira. Argentina e Chile continuam como os principais fornecedores de frutas ao mercado nacional.

Segundo semestre deve impulsionar novo recorde para a fruticultura

As perspectivas para a segunda metade de 2026 seguem favoráveis. Tradicionalmente, esse período concentra a principal janela de exportação de frutas como manga, uva, melão e melancia, fator que tende a ampliar ainda mais os embarques brasileiros.

Com mais de US$ 709 milhões exportados apenas no primeiro semestre, a expectativa é que o Brasil volte a superar US$ 1 bilhão em receitas com exportações de frutas em 2026, podendo se aproximar dos níveis recordes registrados no ano anterior.

Mercosul-União Europeia amplia oportunidades

O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia deverá fortalecer a competitividade das frutas brasileiras no mercado europeu. A eliminação imediata das tarifas para a uva e a redução gradual para outras frutas tendem a ampliar a presença do Brasil naquele que já é seu principal destino de exportação. Ao mesmo tempo, o acordo também aumenta a entrada de frutas europeias no mercado brasileiro, elevando a concorrência em algumas categorias de clima temperado.

El Niño segue como principal fator de risco

Apesar do cenário positivo, o clima continua sendo o principal desafio para a próxima temporada. O avanço do fenômeno El Niño poderá afetar importantes regiões produtoras por meio da redução da disponibilidade hídrica, irregularidade das chuvas, aumento da incidência de doenças e impactos sobre produtividade e qualidade das frutas.

Ainda assim, a combinação entre maior demanda internacional, expansão da produção nacional, abertura de novos mercados na Ásia e no Oriente Médio e fortalecimento das relações comerciais mantém perspectivas otimistas para a fruticultura brasileira ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

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